quarta-feira, 25 de março de 2026
TURISMO | COMPORTAMENTO

As cidades brasileiras que viraram destino de nômades digitais e por quê

De Florianópolis a Alter do Chão, o Brasil tem destinos que combinam qualidade de vida, natureza e infraestrutura para quem quer trabalhar de qualquer lugar

Luana Avelarpor Luana Avelar em 25 de março de 2026
nômades digitais

A pandemia acelerou uma transformação que já estava em curso: o trabalho remoto virou realidade permanente para milhões de brasileiros. E com a liberdade de trabalhar de qualquer lugar, surgiu uma nova pergunta: por que continuar pagando aluguel caro em uma grande capital quando é possível trabalhar com os pés na areia ou de frente para uma cachoeira? O resultado é uma geração de nômades digitais que está redesenhando o mapa do turismo e da moradia no Brasil.

Segue a lista dos destinos dos nômades digitais:

Florianópolis, Santa Catarina — A capital dos nômades

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Florianópolis já era conhecida pelas praias, mas nos últimos anos se consolidou como o principal destino de nômades digitais do Brasil. A ilha tem infraestrutura de internet acima da média, uma cena gastronômica sofisticada, coworkings espalhados por diferentes bairros e uma qualidade de vida que as grandes capitais dificilmente oferecem. Bairros como Lagoa da Conceição e Jurerê Internacional concentram a maior parte da comunidade de trabalhadores remotos, mas é possível encontrar espaços de trabalho compartilhado em praticamente qualquer ponto da ilha. O clima temperado, a segurança relativa e a facilidade de locomoção completam o pacote que fez de Floripa o queridinho de quem trabalha pelo computador.

Alter do Chão, Pará

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Alter do Chão pode parecer um destino improvável para quem precisa de conexão com o mundo, mas a pequena vila às margens do Rio Tapajós surpreende. Nos últimos anos, a infraestrutura de internet melhorou significativamente, e o número de pousadas e cafés com boa conectividade cresceu na mesma proporção que a fama do destino. O grande atrativo é óbvio: praias de água doce de tirar o fôlego, natureza abundante e um ritmo de vida que desafia qualquer ansiedade. Quem vai para Alter do Chão para trabalhar remotamente descobre que a produtividade aumenta quando o ambiente é de contemplação. A vila também tem uma comunidade de viajantes de longa data que facilita a integração de recém-chegados.

Arraial d’Ajuda, Bahia — O refúgio boêmio do sul da Bahia

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Arraial d’Ajuda sempre foi um destino alternativo, mas a chegada dos nômades digitais deu uma nova camada à vila baiana. O centro histórico, com suas ruas de paralelepípedo e casas coloridas, concentra cafés com boa internet, espaços de coworking informais e uma energia criativa que atrai profissionais de áreas como design, tecnologia e comunicação. As praias ao redor, como Mucugê e Pitinga, garantem que o fim do expediente seja sempre uma experiência. O custo de vida mais baixo do que em Florianópolis e a atmosfera descontraída fazem de Arraial uma escolha cada vez mais popular para quem quer combinar trabalho e qualidade de vida sem abrir mão do conforto.

Trancoso, Bahia — Trabalho com vista para o Quadrado

nômades digitais

Vizinha de Arraial d’Ajuda, Trancoso tem um perfil ligeiramente diferente: mais sofisticada e com um custo de vida mais elevado, atrai nômades digitais com renda maior e que buscam uma experiência mais exclusiva. O Quadrado, gramado histórico cercado de pousadas charmosas e restaurantes premiados, é o coração da vila e o ponto de encontro natural de quem vive e trabalha por lá. A internet melhorou nos últimos anos e já permite videoconferências sem maiores problemas, o que abriu as portas para um público que antes evitava destinos mais remotos.

Chapada dos Veadeiros, Goiás — O Cerrado como escritório

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Alto Paraíso de Goiás e a Vila de São Jorge, porta de entrada da Chapada dos Veadeiros, entraram no radar dos nômades digitais por uma combinação difícil de encontrar em outros destinos: natureza de Patrimônio da Humanidade, comunidade alternativa acolhedora, custo de vida acessível e uma energia que muitos descrevem como transformadora. A internet ainda é o ponto mais fraco da região, mas coworkings e pousadas bem equipadas já suprem a demanda de quem precisa de conexão estável para trabalhar. Quem vai para a Chapada para ficar por mais tempo costuma não querer mais voltar.

Jericoacoara, Ceará — Dunas, lagoas e conexão

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Jericoacoara pode parecer isolada, mas a vila cearense tem investido em infraestrutura nos últimos anos e se tornou um destino viável para nômades digitais que buscam uma experiência mais radical. A comunidade de trabalhadores remotos cresceu junto com o número de pousadas e cafés com internet de qualidade. O grande diferencial é o cenário: dunas, lagoas e o pôr do sol mais famoso do Brasil como pano de fundo para qualquer reunião online. O custo de vida em Jericoacoara é mais elevado do que em destinos similares, mas a experiência justifica o investimento para quem pode se dar ao luxo de trabalhar com os pés na areia.

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