sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Alterações das regras

Novo teto do Minha Casa, Minha Vida amplia acesso à moradia em Goiás

Reajuste nas faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida e no valor dos imóveis deve incluir mais famílias no programa, enquanto Estado já registra avanço nas entregas habitacionais

Letícia Leitepor em
Novo teto do Minha Casa, Minha Vida amplia acesso à moradia em Goiás
O avanço na habitação contribui para reduzir o déficit. Foto: Ricardo Stuckert PR

O acesso à moradia em Goiás deve ganhar novo fôlego com a atualização das regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), aprovada nesta terça-feira (24) pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A ampliação do limite de renda das faixas e o aumento do teto dos imóveis prometem incluir mais famílias no programa, especialmente aquelas que estavam no limite entre uma faixa e outra e, até então, tinham acesso a condições menos vantajosas de financiamento.

A principal mudança atinge a Faixa 1, que passa a contemplar famílias com renda de até R$ 3.200 mensais, um aumento de 12%. Com isso, parte dos beneficiários que antes se enquadravam na Faixa 2 migram para condições mais favoráveis, com juros menores e maior subsídio. As demais faixas também foram reajustadas: a Faixa 2 sobe para R$ 5 mil, a Faixa 3 para R$ 9.600 e a Faixa 4 para R$ 13 mil.

Outra alteração relevante é o aumento no teto do valor dos imóveis. Para as faixas 3 e 4, os limites passam a ser de R$ 400 mil e R$ 600 mil, respectivamente, ampliando as possibilidades de financiamento e acesso ao mercado formal de habitação, sobretudo para famílias de renda intermediária.

A expectativa do governo federal é que cerca de 87,5 mil famílias brasileiras sejam beneficiadas diretamente com a medida, seja pela redução das taxas de juros ou pela inclusão em novas faixas. Em Goiás, onde a demanda por moradia ainda é significativa, o impacto deve contribuir para ampliar o alcance da política habitacional.

Os novos parâmetros chegam em um cenário de crescimento nas entregas de moradias no Estado. Entre 2023 e o início de 2026, Goiás contabiliza 109,2 mil unidades habitacionais concluídas pelo programa, com evolução ano a ano: foram 28,6 mil em 2023, 36,6 mil em 2024 e 40,1 mil em 2025. Nos primeiros meses de 2026, outras 3,9 mil unidades já foram entregues.

Além das entregas, o volume de contratações reforça esse movimento. No mesmo período, 145 mil unidades foram contratadas em Goiás, com investimento estimado em R$ 22 bilhões. O dado indica não apenas maior acesso à moradia, mas também impacto econômico, com estímulo ao setor da construção civil e geração de empregos.

“O Minha Casa, Minha Vida foi o grande motor do setor da construção civil em 2025. Esses números são importantes e devem ser ressaltados a cada dia porque o programa, além de levar moradia digna a quem mais precisa, também é responsável pela geração de emprego no país”, afirma o ministro das cidades do Brasil, Jader Filho. De acordo com dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc-Fipe), 85% de todos os lançamentos construídos no Brasil são do programa.

Em Goiás, o avanço do Minha Casa, Minha Vida é complementado pelo Pra Ter Onde Morar

No âmbito estadual, o avanço é complementado por iniciativas como o programa Pra Ter Onde Morar, vinculado ao Aluguel Social. A política atua em diferentes frentes, incluindo a entrega de casas a custo zero para famílias em situação de vulnerabilidade e a concessão de auxílio aluguel, ampliando o alcance das ações habitacionais no Estado.

A combinação entre políticas federais e estaduais tem permitido atender diferentes perfis de renda e ampliar o número de beneficiados. Outro ponto observado por analistas do setor é que o aumento do teto dos imóveis pode estimular novos lançamentos em faixas de renda intermediária, o que tende a diversificar a oferta habitacional em Goiás. Ao mesmo tempo, há o alerta de que é necessário garantir equilíbrio entre expansão do crédito e capacidade de pagamento das famílias, para evitar endividamento excessivo.

Programas complementares, como o aluguel social, também seguem como estratégia importante para atender famílias que ainda não conseguem acessar o financiamento habitacional. Esse tipo de política funciona como porta de entrada para a moradia digna e ajuda a reduzir situações de vulnerabilidade imediata.

Com as novas regras do Minha Casa, Minha Vida e o reforço de iniciativas estaduais, Goiás consolida um cenário de avanço no acesso à casa própria. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de crescimento com qualidade, garantindo que a moradia venha acompanhada de infraestrutura, serviços e oportunidades, de forma a promover inclusão social de maneira mais ampla e sustentável.

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