quarta-feira, 25 de março de 2026
Crime

Após caso de Itumbiara, Senado aprova inclusão de violência contra filhos na Lei Maria da Penha

Projeto que amplia Lei Maria da Penha e cria homicídio vicário é aprovado no Senado

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 25 de março de 2026
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Foto: Divulgação

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (25), um projeto de lei que amplia o alcance da Lei Maria da Penha. O texto inclui a violência praticada contra filhos e pessoas próximas da mulher como forma de violência doméstica e familiar. A proposta segue agora para sanção presidencial.

Além disso, o projeto altera o Código Penal e a legislação de crimes hediondos. A medida introduz o conceito de violência vicária no ordenamento jurídico brasileiro. Também cria o crime de homicídio vicário, que passa a integrar o rol de crimes hediondos.

Maria da Penha
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O que é violência vicária

De acordo com o texto aprovado com a Maria da Penha, a violência vicária ocorre quando agressões são direcionadas a pessoas próximas da mulher. Entre os alvos, estão filhos, pais, dependentes, enteados e pessoas sob responsabilidade direta.

Nesse contexto, o objetivo da conduta é atingir emocionalmente a mulher. A prática pode ser utilizada como forma de punição, controle ou intimidação dentro de relações domésticas e familiares.

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Pena e classificação do crime

O projeto da Maria da Penha estabelece pena de reclusão de 20 a 40 anos para o homicídio vicário. A tipificação ocorre quando o crime é cometido com a finalidade de causar sofrimento à mulher.

Além disso, o texto prevê aumento de pena em determinadas circunstâncias. Entre elas, estão casos em que o crime ocorre na presença da vítima indireta ou envolve crianças, adolescentes, idosos ou pessoas com deficiência. Também há agravamento quando há descumprimento de medida protetiva.

Com a inclusão no rol de crimes hediondos da Maria da Penha, o delito passa a seguir regras mais rígidas para cumprimento de pena.

Contexto da proposta

A tramitação do projeto ganhou repercussão após um caso registrado em Itumbiara. Na ocasião, duas crianças foram mortas pelo próprio pai. O caso ocorreu em fevereiro deste ano.

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Posteriormente, a proposta foi analisada pelo Congresso Nacional. O texto já havia sido aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados. Agora, com a aprovação no Senado, segue para a etapa final antes de entrar em vigor.

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