quinta-feira, 26 de março de 2026
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Cientistas identificam 45 exoplanetas com potencial para abrigar vida na Via Láctea

Entre os principais alvos do estudo está o sistema TRAPPIST-1, localizado a cerca de 40 anos-luz, que reúne quatro planetas com características semelhantes às da Terra

Leticia Mariellepor Leticia Marielle em 26 de março de 2026
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Cientistas identificam 45 exoplanetas com potencial para abrigar vida na Via Láctea. | Foto: Reprodução/Freepik

A busca por vida fora da Terra ganhou um novo avanço com a identificação de 45 exoplanetas rochosos com potencial para serem habitáveis. O levantamento foi conduzido por pesquisadores do Instituto Carl Sagan, nos Estados Unidos, e teve como base dados de missões espaciais e modelos avançados de simulação.

O estudo, liderado pela astrônoma Lisa Kaltenegger, analisou planetas localizados na chamada zona habitável, região onde as condições permitem a presença de água líquida na superfície, fator considerado essencial para a existência de vida.

Dos 45 corpos celestes identificados, 27 são classificados como “transitantes”, o que possibilita aos cientistas estudar a composição de suas atmosferas a partir da Terra. Para isso, são utilizados modelos computacionais em três dimensões capazes de simular aspectos como formação de nuvens, umidade e dinâmica atmosférica.

Entre os principais alvos do estudo está o sistema TRAPPIST-1, localizado a cerca de 40 anos-luz, que reúne quatro planetas com características semelhantes às da Terra. Também se destacam o LHS 1140 b, considerado promissor para futuras observações, e o Proxima Centauri b, o planeta potencialmente habitável mais próximo do Sistema Solar.

Segundo os pesquisadores, o objetivo é criar um catálogo estratégico que oriente futuras missões científicas voltadas à detecção de sinais de vida, especialmente em formas microscópicas.

Os dados devem servir de base para a próxima geração de telescópios, como o Telescópio Nancy Grace Roman, previsto para 2027, o Extremely Large Telescope, com início estimado para 2029, e o Habitable Worlds Observatory, planejado para a década de 2040.

A descoberta reforça o avanço das pesquisas sobre habitabilidade fora da Terra e amplia as possibilidades de encontrar evidências de vida em outros pontos da galáxia.

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