Lápis, ônibus, vírus: as palavras do português que não têm plural e você provavelmente usa errado
Dez exemplos comuns do dia a dia mostram como a tendência de acrescentar “s” ou “es” no final é um erro frequente; entenda por que essas palavras são invariáveis
O português é uma língua cheia de nuances e pequenas armadilhas. Entre elas estão palavras que simplesmente não admitem plural. Apesar de parecer natural acrescentar um “s” ou “es” no final, esses termos permanecem sempre no singular, e conhecer esses casos evita deslizes comuns tanto na fala quanto na escrita.
Por que algumas palavras não têm plural
Segundo especialistas em linguística, essa característica está ligada a fatores como origem, fonética e etimologia. Alguns termos carregam um significado completo por si mesmos, tornando desnecessária qualquer variação. É o caso de palavras como “bônus”, que veio do latim já sem plural. Outras, como “atlas”, mantêm-se invariáveis por razões fonéticas e históricas. O português, assim, apresenta essas exceções que fogem à regra geral do “s” no final para indicar plural.
Os 10 exemplos mais comuns do dia a dia
Lápis: o correto é “dois lápis”, e não “lápises”. Ônibus: “vários ônibus” está certo, “ônibuses” está errado. Fênix: “a fênix renasceu” é o uso correto, embora o plural seja aceito em alguns contextos literários específicos. Vírus: “o vírus se espalhou” é o certo, e não “víruses”. Pires: “o pires quebrou” está correto, “pireses” não existe. Ônix: “o colar de ônix é bonito” é o uso correto, sem “ônixes”. Atlas: “o atlas de geografia” é o uso tradicional, ainda que alguns dicionários aceitem variações. Tórax: “a dor no tórax” é o correto, não “tóraxes”. Bônus: “recebi um bônus este mês” é o uso certo, e não “bônuses”. Status: “seu status na empresa mudou” está correto, “statuses” não.
O hábito e a associação automática da regra geral do plural fazem com que esses erros sejam frequentes. Mas, uma vez conhecidos os casos, fica mais fácil falar e escrever com mais precisão.
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