Falta de preparo físico lidera causas de tendinite
Médico aponta que cobrar performance sem treinamento adequado é o principal fator por trás da inflamação nos tendões
Uma dor que começa discreta e vai tomando conta do cotidiano. Assim costuma se apresentar a tendinite, inflamação dos tendões que conectam músculos aos ossos e uma das queixas musculoesqueléticas mais frequentes nos consultórios. Dados do National Institutes of Health (NIH) mostram que a condição corresponde a 30% de todas as lesões por uso excessivo do sistema musculoesquelético.
Ombros, cotovelos, punhos, joelhos e tornozelos são as regiões mais acometidas. Os sintomas variam entre dor que piora com o movimento, queimação, rigidez, inchaço e perda de amplitude articular. Esforço repetitivo, trauma e postura inadequada entram na lista de causas, mas o médico especialista em dor Dr. Edicarlos André aponta um fator ainda pouco discutido.
“Há um outro fator que julgo principal: a falta de preparo ou treino para exercer uma função. Muitas pessoas querem manter a performance em uma atividade, mas não treinam para executá-la. Para mim, aí está a principal causa”, afirma.
O diagnóstico parte da avaliação clínica, com apoio de ultrassonografia, termografia ou ressonância magnética. O tratamento passa por repouso, gelo, medicação, fisioterapia e, quando necessário, infiltrações. “Tendinites podem comprometer seriamente a funcionalidade das articulações, causando dor, inchaço e limitação dos movimentos. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações”, ressalta o médico.
Pausas regulares, postura correta e aquecimento antes de atividades físicas formam a base da prevenção. “O acompanhamento multidisciplinar é essencial para garantir uma recuperação completa e prevenir recaídas, promovendo mais qualidade de vida ao paciente”, conclui Edicarlos André.
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