Flávia Morais deixa PDT e deve se filiar ao MDB
Deputada caminha para disputar reeleição pelo partido do vice-governador Daniel Vilela, após dificuldade em montar nominata na sigla de centro-esquerda
A deputada federal Flávia Morais irá deixar o PDT após 17 anos no partido e deve reforçar a chapa de candidatos a deputado federal do MDB. A parlamentar, pré-candidata à reeleição e em busca de seu quinto mandato na Câmara dos Deputados, deve sair do PDT em razão das dificuldades do partido em montar uma nominata robusta para a disputa por cadeiras na Casa Baixa.
Para a reportagem do O HOJE, Flávia confirmou que está de saída do PDT e que “tudo indica” que irá se filiar a legenda chefiada em Goiás pelo vice-governador Daniel Vilela, para disputar um novo mandato na Casa Baixa.
A decisão de deixar a legenda de centro-esquerda para aderir ao projeto dos emedebistas, que pretende ampliar a representação na bancada goiana na Câmara dos Deputados, é resultado de uma articulação antiga e de um recálculo de rota feito pela parlamentar.
Em fevereiro, uma reunião de Flávia e do deputado estadual Dr. George de Morais, presidente estadual do PDT, com o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, definiu que o casal continuaria no comando da sigla no Estado e que iriam articular em torno da montagem das chapas proporcionais do partido para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e à Câmara Federal.
Entretanto, a dificuldade de reunir nomes para uma nominata competitiva inviabilizou a manutenção de Flávia no partido de Lupi. Com um ativo político no interior do Estado, a parlamentar é cortejada por partidos de direita e centro-direita desde o ano passado, sendo sondada pelo PSB, PSD, Podemos e Republicanos.
Em 2022, a deputada recebeu mais de 142 mil votos, só a Silvye Alves (União Brasil) e Gustavo Gayer (PL), que ultrapassaram a barreira de 200 mil votos, tiveram uma validação nas urnas maior do que a parlamentar. A avaliação interna do grupo de Flávia e George é que a deputada não pode correr o risco de, mesmo com uma votação expressiva, não conseguir se reeleger.
A provável ida de Flávia para o MDB também reforça as pré-candidaturas femininas na legenda. Como já mostrado pelo O HOJE, angariar candidatas com real potencial de voto tem sido uma das dificuldades no escopo da maioria dos partidos. Isso também explica a procura de vários partidos pelo passe político da deputada. Atualmente com duas cadeiras pela bancada goiana, sendo uma delas da deputada Marussa Boldrin, o MDB trabalha para eleger entre 4 e 5 deputados federais.
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Chapa competitiva
Com a saída de Flávia, a expectativa é que o partido concentre esforços para montar uma chapa competitiva na disputa pelas cadeiras na Alego. O objetivo principal é buscar a reeleição de George no Legislativo estadual, que continuará no comando do PDT, apesar da saída de Flávia.
A permanência de George na legenda também altera a rota do casal dos planos iniciais. Desde o início das negociações sobre a permanência ou não no partido, a deputada e o deputado sinalizaram que uma possível saída do PDT só aconteceria em conjunto. Além disso, uma ida do mandatário pedetista para o MDB precisaria acontecer em convergência com o presidente emedebista em Trindade, o ex-prefeito Jânio Darrot, que também é cotado para disputar uma vaga na Alego.