sexta-feira, 27 de março de 2026
Governo Provisório

Moraes defende eleição direta para ‘mandato-tampão’ no Rio de Janeiro

Ministro do STF afirmou que renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL) foi uma manobra para burlar possível determinação do TSE

Thiago Borgespor Thiago Borges em 27 de março de 2026
Moraes defende eleição direta para ‘mandato-tampão’ no Rio de Janeiro
Foto: Victor Piemonte/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, defendeu eleição direta para escolha do “governador-tampão” que irá concluir o mandato de Cláudio Castro (PL) no Rio de Janeiro, durante plenário virtual nesta sexta-feira (27). 

Moraes defendeu o voto popular para definir quem será o governador do Estado até dezembro de 2026. Para o ministro, a renúncia de Castro foi uma manobra do ex-governador para evitar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinasse eleição direta, em razão do julgamento que condenou e declarou Castro inelegível na última terça-feira (24). O decano do STF, ministro Gilmar Mendes, concordou com o entendimento de Moraes. 

Apesar do voto de Moraes, o Supremo formou maioria para estabelecer o voto secreto para eleições indiretas para a escolha do próximo governador. Oito ministros acompanharam o voto do relator do caso, ministro Luiz Fux. A justificativa para o voto secreto é a tentativa de evitar a influência do crime organizado na disputa na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 

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O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que é pré-candidato ao governo carioca para as eleições de outubro, já sinalizou que pretende disputar o cargo para o mandato-tampão caso seja eleição direta. Paes deixou a prefeitura da capital fluminense no último dia 20 e lidera as pesquisas eleitorais. 

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