segunda-feira, 30 de março de 2026
Festival

Estrelas do Araguaia chega aos 23 anos

Festival itinerante projeta 30 mil pessoas em 2026 e chega pela primeira vez à nascente do rio, em Baliza

Luana Avelarpor Luana Avelar em 30 de março de 2026
Araguaia
Foto: divulgação

O Estrelas do Araguaia vai completar 23 anos em 2026 com a maior edição de sua história. O festival itinerante, que percorre o Vale do Araguaia entre abril e setembro sem cobrar ingresso, projeta 30 mil pessoas neste ano, ante as 20 mil registradas na edição anterior, crescimento de 50%. Para comportar o volume, a programação se estende por cerca de 20 pontos, entre praias, praças e acampamentos em municípios como Aruanã, Nova Crixás, Britânia, Baliza e a Cidade de Goiás.

O projeto foi criado pelos produtores culturais Sergei Cruvinel e João Arthur Carvalho e existe desde 2003. Ao longo de duas décadas, levou shows, literatura, atividades esportivas e recreativas a comunidades do vale que não têm acesso regular à programação dos grandes centros. Não tem palco fixo, sede permanente ou patrocínio único: percorre o rio em etapas ao longo de meses, adaptando formato e elenco a cada ponto. A entrada é gratuita em todas as apresentações.

A abertura de 2026 acontece no dia 4 de abril, durante a Semana Santa, na Cidade de Goiás, município tombado pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade em 2001. O espetáculo Grande Encontro Goiano reúne Maria Eugênia, Cláudia Vieira, Tom Chris e Pádua na Rua do Encontro, em noite de lua cheia. Tom Chris e Pádua são novidades no projeto nesta edição. A programação segue em julho, alta temporada das praias fluviais do Araguaia, e termina no feriado de 7 de setembro. O elenco completo inclui ainda Marcelo Barra, Groove Quintal, Banda Versário, Malue, Cejane Verdejo e Grace Carvalho.

Outro destaque desta edição é a expansão territorial do projeto, que pela primeira vez levará uma apresentação à região próxima à nascente do Rio Araguaia, no município de Baliza, onde o rio revela uma paisagem singular, com corredeiras, cânions e cachoeiras ainda pouco exploradas pelo grande público. A iniciativa reforça o compromisso do projeto em valorizar não apenas a cultura, mas também o patrimônio natural da região.

Além da programação artística, o festival mantém ações de distribuição de alimentos e itens básicos nas comunidades que atende. Desde a pandemia, foram distribuídas mais de 10 toneladas de alimentos, além de máscaras e álcool em gel, em parceria com órgãos públicos e prefeituras da região. Comunidades indígenas e ribeirinhas ao longo do vale recebem regularmente cestas básicas, protetores solares e repelentes. As distribuições não estão vinculadas a nenhuma edição específica do festival: fazem parte da estrutura permanente do projeto.

A gestão dos resíduos produzidos nos eventos é feita em parceria com a empresa Ideias Urbanas, dentro dos parâmetros do Plano Nacional de Resíduos Sólidos e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O projeto recebe apoio do Governo de Goiás e da Secretaria de Estado da Cultura pelo Programa Goyazes. Os patrocinadores desta edição incluem Piracanjuba, Unimed Goiânia, Ademicon, Sesc e Corona.

 A edição de 2026 começa antes, em abril, e termina depois do pico da temporada, o que estende a presença do projeto para além do calendário habitual de visitação do vale. Em 23 anos de percurso pelo vale, o festival não cobrou ingresso uma vez.

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