segunda-feira, 30 de março de 2026
SAÚDE | MEDICINA

Infertilidade masculina mais que dobrou no Brasil em uma década e estilo de vida é o principal vilão

Atendimentos saltaram de 725 em 2015 para 1,5 mil em 2025, segundo o Ministério da Saúde; sedentarismo, obesidade e estresse comprometem a produção de espermatozoides

Luana Avelarpor Luana Avelar em 30 de março de 2026
Infertilidade
Foto: freepik

A infertilidade masculina mais que dobrou no Brasil na última década. Segundo dados do Ministério da Saúde, os atendimentos saltaram de 725 em 2015 para 1,5 mil até setembro de 2025. Por trás dos números, especialistas identificam um fator que cresce de forma preocupante: o estilo de vida. Sedentarismo, obesidade, estresse, tabagismo e consumo excessivo de álcool estão entre as principais causas do aumento dos casos e comprometem diretamente a capacidade reprodutiva dos homens.

Como o estilo de vida afeta a fertilidade

Esses fatores desencadeiam um processo inflamatório no organismo que eleva o estresse oxidativo e a produção de radicais livres, prejudicando a produção de espermatozoides tanto em quantidade quanto em qualidade. A boa notícia é que, diferentemente de outras causas da infertilidade masculina, as relacionadas ao estilo de vida podem ser revertidas com mudanças de hábito. Perda de peso e prática regular de atividade física já são capazes de melhorar ou até normalizar os resultados do espermograma e, mesmo quando o tratamento de reprodução assistida ainda for necessário, os resultados tendem a ser mais positivos.

Infertilidade e diagnóstico tardio

Muitos homens chegam tarde ao diagnóstico. A Organização Mundial da Saúde publicou recentemente, pela primeira vez, uma diretriz mundial para prevenção, diagnóstico e tratamento da infertilidade, orientando que os homens sejam investigados precocemente. A entidade estima que uma em cada seis pessoas no mundo enfrenta problemas de fertilidade. Os homens respondem por 30% dos casos de forma isolada e por outros 20% em associação com fatores femininos.

Como é feito o diagnóstico e quais são os tratamentos

O diagnóstico é feito principalmente pelo espermograma, exame que avalia concentração, motilidade e forma dos espermatozoides. Em casos mais complexos, são solicitados testes genéticos, hormonais e ultrassom testicular. Os tratamentos variam conforme a causa: cirurgia para varicocele, inseminação artificial ou fertilização in vitro. Quanto antes o diagnóstico, maiores as chances de sucesso do tratamento.

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