“Mãe, eu não estou aguentando”, disse menina de 9 anos antes de morrer com suspeita de envenenamento em Goiás
Criança passou mal após jantar com a família, pediu para ir ao hospital e teve parada cardiorrespiratória; irmão segue internado
A mãe de Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, relatou momentos de desespero ao ver a filha passar mal após um jantar em família, em Alto Horizonte, no norte de Goiás. Segundo Nábia Rosa Pimenta, a criança começou a sentir fortes dores na barriga e implorou para ser levada ao hospital.
“Quando entrei no quarto, ela estava chorando e disse: ‘Mãe, minha barriga está doendo’. Ela estava gelada, diferente. Depois falou: ‘Mãe, eu não estou aguentando, me leva para o hospital’”, contou a mãe em entrevista à TV Anhanguera.
Na noite de sexta-feira (27), Nábia, os dois filhos e o companheiro jantaram arroz, feijão e carne moída, preparados pelo namorado. Pouco depois, a menina apresentou sintomas graves. A mãe afirmou que se assustou ao perceber sinais como salivação intensa e espuma na boca, mas, naquele momento, não imaginou a possibilidade de envenenamento.
Weslenny foi levada ao Hospital Municipal Darcy Pacheco, onde deu entrada por volta das 22h30 com crises convulsivas. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, inicialmente ela respondeu ao tratamento, mas o quadro se agravou rapidamente, com queda do estado geral, bradicardia e, posteriormente, parada cardiorrespiratória.

Menina morre por envenenamento em Goiás
Após a morte da menina, o irmão dela também apresentou sintomas semelhantes e foi encaminhado ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, onde permanece internado em estado estável.
A Polícia Civil investiga o caso como suspeita de envenenamento. Segundo o delegado responsável, a principal hipótese é de que a substância tenha sido ingerida durante o jantar. A carne utilizada já estava armazenada na geladeira e foi apenas aquecida, enquanto o arroz e o feijão foram preparados na hora.
Equipes policiais recolheram restos de alimentos encontrados na residência, além de outros itens suspeitos na geladeira, que serão analisados pela perícia. Quatro celulares também foram apreendidos, e familiares, incluindo a mãe, o padrasto, uma tia e o pai biológico, prestaram depoimento.
De acordo com a investigação, apenas o padrasto apresentou sintomas leves, como episódios de vômito, tendo recebido alta no dia seguinte. Todos os envolvidos afirmam ter consumido a mesma refeição.
Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a morte de três gatos na casa. Amostras biológicas das vítimas e dos animais foram coletadas, e exames periciais devem identificar a substância responsável pelo possível envenenamento.
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