terça-feira, 31 de março de 2026
ELEIÇÕES 2026

Alckmin segue como vice na chapa de Lula e deixará o ministério para disputar a eleição

Declaração ocorreu durante reunião ministerial no Planalto e marca início do afastamento de integrantes do governo para disputar as eleições

Thais Munizpor Thais Muniz em 31 de março de 2026
alckmin
Alckmin e Lula vão reeditar chapa em campanha à reeleição. Em 2006, os dois disputaram o segundo turno, com vitória do petista - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31/3) que o vice-presidente Geraldo Alckmin integrará novamente sua chapa nas eleições de outubro. A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada para comunicar a saída de ministros que disputarão cargos eletivos.

Logo na abertura do encontro, Lula afirmou que Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para se candidatar novamente ao posto de vice-presidente.

“O companheiro Alckmin, que vai ter que deixar o Mdic. Ele vai ter que deixar, porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez. Ele vai deixar o Mdic”, declarou.

É a primeira vez que Lula confirma publicamente a manutenção de Alckmin na chapa. Nos bastidores, havia a possibilidade de que a vaga de vice fosse oferecida a um partido de centro, como estratégia para ampliar alianças políticas.

Declaração pública que encerra especulações

Em fevereiro, Lula chegou a afirmar que Alckmin teria “um papel a cumprir” em São Paulo. A fala foi interpretada como um indicativo de que o vice-presidente poderia disputar um cargo no estado. Alckmin, no entanto, descartou a hipótese e comunicou a aliados que só participaria do pleito caso fosse para repetir a posição de vice.

Durante a reunião desta terça, o presidente também informou que pelo menos 14 ministros deixam os cargos ainda hoje. Outros quatro integrantes do governo podem anunciar a saída até sábado (4/4), prazo final para desincompatibilização previsto na legislação eleitoral.

Entre os nomes citados está a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que transferirá sua base política de Mato Grosso do Sul para São Paulo, e a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, que também será candidata.

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Transição na Casa Civil

Ao tratar do cenário interno do governo, Lula afirmou que não haverá criação de novos programas nem de ministérios até o fim do ano. Segundo ele, a prioridade será manter a estrutura administrativa em funcionamento e concluir projetos em andamento.

O presidente informou ainda que a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, assumirá o comando do ministério para coordenar essa fase de transição.

“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, reforçou Lula ao longo do encontro.

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