MDB irá fechar chapas para Alego e Câmara apenas no prazo final
Partido do governador Daniel Vilela ainda constrói nominata que irá disputar as cadeiras no Legislativo federal e estadual
O MDB do governador Daniel Vilela deve bater o martelo a respeito dos nomes que irão compor as chapas que vão disputar as cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e da Câmara dos Deputados no próximo sábado (4), quando se fecha a janela partidária e acaba o prazo para filiações de parlamentares que desejam disputar as eleições deste ano.
O partido, que voltou a governar o Estado depois de 28 anos, projeta protagonismo na disputa pelo Legislativo estadual e federal. Os emedebistas irão lançar um “chapão” para a Alego, com 42 candidatos, e estima ter a maior bancada no parlamento goiano. Em 2022, a sigla elegeu a maior bancada, empatada com o União Brasil (com 6 deputados estaduais cada).
Para este ano, o partido caminha para ter quatro candidatos à reeleição na Alego: Issy Quinan, Amilton Filho, Charles Bento e Paulo Cezar Martins, que retornou ao MDB após ser eleito pelo PL em 2022.
Já na disputa pela Câmara, o partido projeta eleger entre três e cinco cadeiras. O MDB terá o deputado Célio Silveira na disputa à reeleição. É esperado que o parlamentar esteja entre os mais bem votados no Entorno do Distrito Federal, região estratégica, que possui por volta de 700 mil eleitores, e tem sido observada com apreço por Daniel pelo potencial eleitoral.
Os deputados estaduais Lucas do Vale e Lucas Calil também querem legislar em Brasília. Calil inclusive foi anunciado pré-candidato pela federação PRD-Solidariedade. Porém, a saída do presidente da Alego, Bruno Peixoto, da federação para presidir o União Brasil em Goiás pode fazer com que o parlamentar recalcule a rota e seja candidato a deputado federal pelo MDB.
Já o vereador por Goiânia, Lucas Vergílio, quer retornar à Casa Baixa. O parlamentar foi sondado pelo Republicanos, mas deve sair candidato pelo MDB mesmo. Outro vereador que deseja disputar o cargo pelo partido do governador é o ex-líder do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), vereador Igor Franco.
Marussa deixa o MDB
Uma baixa recente dos emedebistas foi a saída da deputada federal Marussa Boldrin, que se filiou ao Republicanos e irá disputar a reeleição pela legenda ligada à Igreja Universal. Apesar da saída de Marussa, a sigla deve conseguir suprir a ausência da deputada.
Isso porque no Sudoeste goiano, região de Marussa, o partido do governador será representado por Lucas do Vale. O parlamentar foi o segundo deputado mais bem votado nas eleições passadas, com 55 mil votos, e representará o grupo político do pai, o ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, na disputa pela Câmara dos Deputados no pleito de outubro.
Lucas caminha para ser campeão de votos na região e em Rio Verde, cidade que é expoente do agronegócio goiano. O grupo ainda conta com o prefeito Wellington Carrijo (MDB).
Leia mais: Mabel escolhe Oldair Marinho para assumir Sefaz após saída de Valdivino
Chegada de Flávia Morais
Além disso, se o MDB perdeu uma candidata feminina competitiva em Marussa, ganhou outra com Flávia Morais. A deputada federal que deixou o PDT para disputar a reeleição no MDB tem uma base consolidada no interior do Estado.
Em Goiás, a estimativa é que, para eleger uma cadeira na Casa Baixa neste ano, seja necessário ter entre 170 mil e 180 mil votos. Na eleição passada, Flávia teve 142 mil. Em um partido com maior estrutura para sua campanha, a parlamentar pode até ampliar esse número e se tornar uma das puxadoras de votos do MDB.