quinta-feira, 2 de abril de 2026
esquema criminoso

Operação Bula Fria mira venda ilegal de remédios contra câncer no país

Ação da PF, MPF, Anvisa e Receita apura esquema com medicamentos de alto custo vindos da Argentina

Micael Mourapor Micael Moura em 2 de abril de 2026
Operação
Foto: Divulgação/PF

Uma operação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Receita Federal do Brasil e Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi deflagrada nesta quinta-feira (2) para desarticular um esquema criminoso de comercialização ilegal de medicamentos oncológicos de alto custo no Brasil.

Batizada de Operação Bula Fria, a ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Aparecida de Goiânia, São Paulo, Ribeirão Preto e Cravinhos.

Esquema com remédios de alto custo

Operação
Foto: Divulgação/PF

As investigações apontam a atuação de uma organização criminosa especializada na introdução clandestina de medicamentos no país, com foco em remédios oncológicos de alto valor, como o Keytruda (pembrolizumabe).

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Segundo a Polícia Federal, os produtos eram comercializados sem controle sanitário adequado, o que representa risco direto à saúde dos pacientes.

Risco à saúde pública

Além da origem ilegal, foi identificado que os medicamentos eram transportados e armazenados sem controle de temperatura, fator essencial para manter a eficácia do princípio ativo.

A falta desse cuidado pode comprometer o tratamento e causar danos à saúde pública.

Medicamentos vieram da Argentina

De acordo com o delegado Otávio José Lima de Oliveira, responsável pelas investigações, os remédios tinham origem estrangeira.

“Verificamos que se trata de um lote oriundo da Argentina, que foi distribuído para hospitais no Brasil sem garantia das condições adequadas de transporte e armazenamento”, explicou.

Alto valor e suspeita de fraude

Ainda segundo o delegado, os medicamentos possuem alto valor de mercado, podendo custar entre R$ 30 mil e R$ 50 mil por caixa.

“Além da questão tributária, há um grave problema de saúde pública, já que não se sabe se esses medicamentos mantiveram sua eficácia”, destacou.

Crimes investigados

Os investigados podem responder por:

  • Contrabando
  • Falsificação e adulteração de produtos medicinais
  • Crimes contra a ordem tributária
  • Lavagem de dinheiro

Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

Cooperação entre órgãos

A operação reforça a atuação conjunta dos órgãos federais no combate a crimes que envolvem risco à saúde pública e ao sistema tributário.

Segundo as instituições, a ação busca garantir a segurança farmacêutica e impedir a circulação de medicamentos irregulares no país.

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