Exclusivo: Vizinhos são suspeitos de amarrar e atear fogo em jovem de 15 anos no Jardim do Cerrado, em Goiânia
Vítima tem deficiência intelectual e sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau; caso é acompanhado pelo Conselho Tutelar
Um adolescente de 15 anos com deficiência intelectual foi amarrado, teve álcool jogado no corpo e foi incendiado por outros jovens no Condomínio Orquídea, no Jardim do Cerrado 7, em Goiânia, na manhã desta quinta-feira (2).
Victor Phelipe foi socorrido pelo avô, que trabalha como porteiro no mesmo condomínio, e levado inicialmente ao Hospital de Queimaduras, no Setor Oeste. Em seguida, foi transferido para o Hugol, Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, onde aguarda cirurgia. Segundo sua mãe, Cynara Oliveira, as queimaduras são de segundo e terceiro grau. O adolescente está estável e medicado para controle da dor.
Ataque no próprio condomínio
Como hoje é ponto facultativo, Victor Phelipe não teve aula. Ele estuda por meio de transporte escolar disponibilizado pela Prefeitura de Goiânia, na região da Vila São Cottolengo, em Trindade. Sem a rotina escolar, ficou no condomínio onde mora com a família.
Foi lá que os suspeitos, filhos de moradores do próprio condomínio, o agrediram. Cynara soube do ocorrido por volta das 10h40, quando recebeu uma ligação da filha enquanto estava no trabalho. Em entrevista exclusiva ao O HOJE, ela relatou o momento em que soube do ocorrido.
“Pegou meu filho, amarrou, tacou álcool e jogou fogo nele”, disse Cynara. Ela não encontra explicação para o que foi feito ao filho. “Nada justifica uma criança amarrar a outra e tocar fogo, ele queimou bastante”, completou.
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Polícia e Conselho Tutelar acionados
Cynara registrou boletim de ocorrência ainda no Hospital de Queimaduras, no Setor Oeste, e repassou todas as informações às autoridades. De acordo com o conselheiro tutelar Rondinelli, em conversa com o Jornal, um conselheiro plantonista da Regional 2 está acompanhando o caso. O plantonista está prestando atendimento ao adolescente e, posteriormente, deve se pronunciar à imprensa. Segundo Rondinelli, trata-se de um caso complexo, e há indicativos de que os autores sejam crianças.
Policiais da região do Jardim do Cerrado também devem ir ao condomínio para averiguar o caso e analisar as imagens das câmeras de segurança, com o objetivo de identificar os responsáveis.
Segundo informações obtidas pela reportagem, não é a primeira vez que o jovem enfrenta problemas no condomínio. A esposa do síndico, identificada como Adriana, chegou a enviar um áudio no grupo de moradores confirmando o ocorrido e demonstrando indignação com o caso.
O caso segue em apuração.