sexta-feira, 3 de abril de 2026
HAVANA

Cuba concede indulto a mais de 2 mil presos durante Semana Santa

Indulto inclui jovens, mulheres e idosos e exclui condenados por crimes considerados graves pelo governo

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 3 de abril de 2026
cuba
Foto: Constant Loubier/ Unsplash

O governo de Cuba anunciou na quinta-feira (2) a concessão de indulto a 2.010 pessoas presas no país. A decisão foi apresentada pelas autoridades como um “gesto solidário humanitário e soberano” relacionado às celebrações da Semana Santa.

Em comunicado oficial, o governo afirmou que a medida resultou de uma “análise cuidadosa das características dos fatos cometidos pelos sentenciados, da boa conduta mantida na prisão, de terem cumprido uma parte importante de sua pena e do estado de saúde”.

Segundo a nota, o grupo beneficiado inclui jovens, mulheres e idosos com mais de 60 anos. Também foram contempladas pessoas que estão próximas de alcançar liberdade antecipada nos próximos meses, além de estrangeiros e cidadãos cubanos que vivem fora do país.

 

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Governo cubano exclui pessoas indultadas anteriormente

O comunicado ressalta que determinados crimes foram excluídos do benefício. Entre eles estão “agressão sexual, pedofilia com violência, assassinato, homicídio, drogas, furto e abate de gado, roubo com violência ou força com a utilização de armas ou menores vítimas, corrupção de menores”. Também ficaram de fora pessoas que já haviam sido indultadas anteriormente e voltaram a cometer delitos.

De acordo com o governo cubano, trata-se do quinto indulto concedido desde 2011, período em que mais de 11 mil pessoas foram beneficiadas com medidas semelhantes. O texto também lembra que esta é a segunda libertação anunciada em 2026.

Em 12 de março, Havana informou a soltura de 51 presos que haviam cumprido parte significativa da pena e mantido bom comportamento na prisão. Na ocasião, a decisão foi associada ao “espírito de boa vontade” nas relações entre o Estado cubano e o Vaticano.

Ainda, o governo cubano sustenta que as decisões são soberanas e rejeita a ideia de que responda a pressões externas, embora o anúncio ocorra em meio a uma campanha de pressão intensificada por parte dos EUA.

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