Acesse agora os filmes muito bons que estão no Mercado Play hoje
Confira essas dicas!
Você sabia que, escondidos em meio aos catálogos de streaming que usamos todos os dias, existem produções incríveis que muitas vezes passam despercebidas pelo grande público? Na era da “paralisia da escolha”, onde temos tantas opções que acabamos não escolhendo nada, encontrar uma curadoria de filmes muito bons que já vêm pré-selecionados é uma verdadeira mão na roda. A boa notícia é que algumas plataformas integradas ao nosso dia a dia começaram a oferecer exatamente isso: uma seleção de destaques, disponível gratuitamente para quem já possui uma conta no ecossistema, permitindo que o espectador vá direto ao que interessa, sem perder tempo e descobrindo verdadeiras pérolas cinematográficas que merecem uma segunda chance.
Hancock: O herói que Hollywood não soube vender
Muitos se lembram de Hancock como “aquele filme de super-herói bêbado do Will Smith”, mas o que poucos sabem é que o roteiro original circulou por Hollywood por mais de uma década e era consideravelmente mais sombrio e complexo. A ideia inicial era explorar a psicologia de um ser imortal e solitário que, de tão entediado e deprimido, se torna autodestrutivo. A versão final suavizou muitos desses temas para agradar ao público de verão, mas a essência dessa melancolia ainda está presente na atuação de Smith, tornando o filme uma obra muito mais profunda do que o marketing sugeriu na época.
Ao revisitar o longa hoje, com a maturidade de quem já viu dezenas de filmes do gênero, percebemos como ele foi pioneiro em desconstruir a imagem do herói perfeito, anos antes de “Deadpool” ou “The Boys” tornarem isso popular. A virada dramática no segundo ato, que revela a mitologia por trás dos poderes e a conexão entre os personagens, é uma surpresa narrativa que funciona ainda melhor sem a pressão da expectativa do cinema. É um daqueles filmes que, livre do peso de ser um blockbuster, revela-se uma história de amor trágica e um estudo sobre sacrifício, merecendo um lugar de destaque em qualquer lista de boas surpresas.
Zumbilândia: A comédia que reescreveu as regras do apocalipse
Quando Zumbilândia foi lançado, o gênero de zumbis estava saturado de dramas pesados e terror visceral. A genialidade do filme foi injetar uma dose cavalar de humor e metalinguagem na fórmula, criando um universo onde a sobrevivência depende de seguir um conjunto de regras hilárias e pragmáticas, como “cardio” e “cuidado com os banheiros”. O que é um fato desconhecido para muitos é que o projeto foi originalmente concebido como uma série de TV, e o roteiro do piloto foi tão elogiado que os produtores decidiram transformá-lo em um longa-metragem.
Essa origem televisiva explica a estrutura episódica e o ritmo acelerado, que funcionam perfeitamente para uma sessão de cinema descompromissada. O filme também é famoso por uma das participações especiais mais inesperadas e engraçadas da história do cinema, que não revelaremos para não estragar a surpresa de quem ainda não viu. Ao assistir a essa obra, preste atenção em como cada uma das “regras” é visualmente introduzida na tela, uma escolha estilística que quebra a quarta parede e transforma o espectador em mais um sobrevivente aprendendo a lidar com o caos. É uma comédia de ação que envelheceu como vinho.
Anjos da Noite: A guerra gótica que redefiniu o cinema de vampiros
No início dos anos 2000, os vampiros no cinema ainda estavam presos à imagem aristocrática de Drácula ou ao drama romântico de Anne Rice. Anjos da Noite chegou chutando a porta, trocando os castelos por arranha-céus e os cálices de sangue por armas automáticas com munição de prata. A curiosidade aqui é que o diretor, Len Wiseman, tinha um background em direção de arte, e isso fica evidente na estética visual do filme. A paleta de cores, dominada por tons de azul e preto, e o design dos figurinos de couro criaram uma identidade visual tão marcante que influenciou a cultura gótica e o cinema de ação por anos.
O filme também inovou ao tratar vampiros e lobisomens (aqui chamados de Lycans) como espécies que evoluíram em segredo, utilizando a ciência para aprimorar suas habilidades. A trama de “Romeu e Julieta” com presas, onde uma vampira de elite se apaixona por um humano que é a chave para o futuro das duas raças, é o motor para sequências de ação coreografadas com uma precisão de balé. Rever essa obra hoje é apreciar como ela conseguiu criar uma mitologia rica e complexa, estabelecendo um universo que se expandiu por várias sequências e que continua sendo uma referência de “terror de ação”.
O Grito e Carrie: O poder do terror psicológico e sobrenatural
Para os fortes de coração, a seleção de destaques frequentemente inclui clássicos do terror que provam que um bom susto nunca sai de moda. O Grito (a versão americana) é um exemplo fascinante de como o terror japonês (J-horror) conseguiu aterrorizar o público ocidental. Um fato interessante é que o diretor do remake, Takashi Shimizu, é o mesmo do filme original japonês, “Ju-On”. Isso garantiu que a atmosfera opressiva e os sustos baseados em sons guturais e movimentos corporais perturbadores fossem preservados, criando uma experiência genuinamente assustadora.
Na mesma veia, revisitar Carrie, a Estranha, o clássico absoluto de Brian De Palma baseado na obra de Stephen King, é entender as raízes do terror sobrenatural moderno. A história da adolescente com poderes telecinéticos que sofre bullying na escola e em casa é uma tragédia poderosa que culmina em uma das cenas de vingança mais catárticas e aterrorizantes do cinema. Curiosamente, muitos atores que se tornaram famosos depois, como John Travolta, tiveram seus primeiros papéis de destaque neste filme. Assistir a essas obras é entender que os filmes muito bons não precisam de orçamentos gigantescos, mas de uma boa história e uma direção que saiba como manipular o medo e a tensão, algo que essas duas produções fazem com maestria.
PI 39500