domingo, 25 de outubro de 2026
Pré-campanha

Caiado inicia agenda nacional com acenos e encara desafio no PSD 

Uma semana após deixar o Executivo estadual, ex-governador começa a rodar o País como pré-candidato à Presidência da República e para consolidar apoio interno

Thiago Borgespor em
Caiado discursando na Alego
Na capital paulista, Caiado marcará presença nesta terça-feira (7) no 68º Congresso Nacional dos Municípios | Foto: Ruber Couto/Alego

Uma semana depois de deixar o Governo de Goiás, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) dará início às suas andanças pelo Brasil, a fim de alavancar seu projeto presidencial. O pré-candidato à Presidência da República pelo partido de Gilberto Kassab participará de eventos em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Na capital paulista, Caiado marcará presença nesta terça-feira (7) no 68º Congresso Nacional dos Municípios. O evento, organizado pela Associação Paulista dos Municípios (APM), é visto como estratégico por Caiado. O ex-governador enxerga o congresso como uma oportunidade de mostrar o viés municipalista de sua gestão em Goiás.

Em eventos recentes, sobretudo os relacionados a sua despedida do Executivo goiano, o presidenciável ressaltou que suas gestões em Goiás trabalharam junto aos municípios. O mantra municipalista e a defesa do pacto federativo deve fazer parte do discurso do ex-governador em seu projeto eleitoral.

No Rio Grande do Sul, Caiado participará do Fórum da Liberdade na próxima quinta-feira (9). O evento, que terá como tema “O Brasil tem jeito” neste ano, trata sobre pautas políticas e econômicas e é organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE).

A conferência reúne empresários e nomes ligados ao pensamento econômico liberal. Trata-se de mais um aceno de Caiado ao eleitorado mais à direita, onde o senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), domina e o ex-governador trabalha para se tornar uma alternativa viável.

Além de Caiado, outros dois pré-candidatos a presidente irão palestrar no Fórum: o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã). O ministro da Economia durante o governo Bolsonaro, Paulo Guedes, e o dono da Havan, Luciano Hang, também estão entre os palestrantes do evento.

Fato é que o ex-chefe do Executivo goiano começa a colocar em prática sua pré-campanha. O ex-governador irá intensificar as agendas nacionais, numa estratégia que visa acenar aos principais eleitorados que Caiado acredita ter viabilidade de crescimento.

O ex-governador também já monta a estrutura de sua pré-campanha eleitoral. O QG principal de Caiado será em São Paulo, mas o pessedista também terá estruturas eleitorais em Brasília e em Goiânia.

Leia mais: Daniel segue nas mudanças de pastas e cogita proximidade com o Novo em Goiás

Desafio no PSD

Além do trabalho de pré-campanha, necessário para Caiado tentar se inserir na disputa hoje polarizada entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-governador tem o desafio de conquistar amplo apoio dentro da legenda chefiada por Kassab.

O cenário posto para Caiado é parecido com o vivido no União Brasil. Quando lançou sua pré-candidatura pelo seu ex-partido em abril do ano passado, o então governador goiano não contou com apoio do presidente nacional, Antônio Rueda, e nem das principais lideranças da legenda.

Atualmente no PSD, apesar do apoio do mandatário do partido, o ex-governador sofre resistência de outros caciques pessedistas. No Nordeste, o amplo apoio dos diretórios estaduais caminha para ser à reeleição de Lula.

Recentemente, o jornal O Estado de S.Paulo revelou que a pré-candidatura de Caiado pode atrapalhar a estratégia de aproximação da governadora pernambucana Raquel Lyra (PSD) com Lula, sobretudo porque seu adversário, o ex-prefeito de Recife, João Campos, é presidente nacional do PSB, partido que ocupa a vice de Lula com Geraldo Alckmin.

O entendimento de ambos os grupos políticos é de que o apoio do presidente será crucial para a definição do Governo de Pernambuco. Justamente por isso, relacionar Raquel com Caiado iria prejudicar a governadora perante o eleitorado pernambucano.

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