Advogada goiana denuncia perseguição após 12 ocorrências e cobra prisão de ex
Mesmo com medidas protetivas, Carolina Câmara relata medo constante e diz que ex descumpre decisões judiciais
A advogada Carolina Câmara afirma estar sendo vítima de perseguição por parte do ex-namorado, mesmo após a concessão de medidas protetivas. Em entrevista, ela relatou que registrou 12 boletins de ocorrência entre setembro de 2025 e março deste ano contra Gabriel Bessa, apontado como responsável pelas agressões.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais nesta quinta-feira (9/4), após a divulgação de relatos sobre episódios de violência física. Segundo Carolina, houve sucessivos descumprimentos das medidas judiciais impostas ao ex-companheiro. Diante disso, o Ministério Público de Goiás chegou a solicitar a prisão preventiva do investigado em dezembro de 2025, mas o pedido foi negado pela Justiça no dia seguinte.
Relato da advogada
De acordo com a advogada, o relacionamento, iniciado em fevereiro de 2023, sempre foi marcado por conflitos e escalada de agressões. O término ocorreu em setembro de 2025, após um episódio mais grave.
“Começou com xingamentos e evoluiu para agressões físicas. Saí da casa dele ferida e fui direto ao IML e depois à delegacia”, relatou.

Desde então, Carolina afirma viver sob constante tensão. Ela mora com familiares, incluindo idosos e crianças, que também estariam sendo impactados pela situação. Nas últimas semanas, segundo a advogada, o botão do pânico foi acionado diversas vezes por alertas de aproximação do suspeito.
“Mesmo morando longe, recebo notificações frequentes. Vivo com medo, e minha família também”, disse.
O clima de insegurança tem afetado especialmente as crianças da casa. Carolina relata que uma das menores demonstra sinais de pânico sempre que ela se afasta do dispositivo de segurança.
O que diz a defesa
Em nota, a defesa de Gabriel Bessa afirmou que as declarações divulgadas surpreendem, já que o processo ainda está em fase de instrução, com audiência prevista para maio de 2026.
Os advogados sustentam que, desde setembro de 2025, não houve qualquer episódio concreto que comprove descumprimento das medidas protetivas. Segundo a defesa, as denúncias foram investigadas, mas não apresentaram elementos suficientes para dar continuidade às apurações.
A defesa também argumenta que interações indiretas, como visualizações em redes sociais, não caracterizam tentativa de contato. Além disso, destaca que a própria denunciante chegou a solicitar a revogação das medidas protetivas em momento posterior, após o arquivamento de investigações relacionadas ao caso.
O caso segue em tramitação na Justiça.
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