segunda-feira, 5 de outubro de 2026
REUNIÃO COM SECRETÁRIOS

Após 9 trocas, Daniel Vilela mantém base do governo e impõe ritmo acelerado por entregas em ano eleitoral

Mesmo após mudanças no secretariado, governador preserva estrutura da gestão e pressiona por resultados com foco em infraestrutura e prazos eleitorais

Luma Silveirapor em
Daniel Vilela
Mesmo após mudanças no secretariado, governador preserva estrutura da gestão e pressiona por resultados com foco em infraestrutura e prazos eleitorai

Já O governador Daniel Vilela adotou um discurso de continuidade com ajuste de rota ao reunir, nesta segunda-feira (13), todo o secretariado no Palácio das Esmeraldas. Mesmo após promover 9 trocas na equipe, o chefe do Executivo deixou claro que a espinha dorsal da gestão será preservada — com cobrança direta por mais velocidade nas entregas.

A reunião, a primeira desde que assumiu o comando do Estado em 31 de março, teve caráter de alinhamento estratégico e funcionou, na prática, como um recado político e administrativo: não há espaço para desaceleração em 2026.

“O governo funciona plenamente com eficiência. O objetivo é manter o ritmo, a intensidade e garantir a continuidade de tudo aquilo que foi construído”, afirmou.

Apesar do número expressivo de mudanças, 9 ao todo, Vilela tratou de afastar qualquer sinal de descontinuidade. Segundo ele, a maioria dos auxiliares permanece nos cargos, o que garante estabilidade na execução das políticas públicas.

A lógica, segundo o próprio governador, é de reorganização pontual, com foco em desempenho e entrega, e não de reformulação ampla.

“O time já conhece as ações e os programas. Essa reunião é para nivelar informações e reforçar compromissos”, disse.

Na prática, o movimento preserva o legado da gestão do ex-governador Ronaldo Caiado, frequentemente citado por Vilela como responsável por estruturar um governo “bem avaliado” e com base consolidada.

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Plano de governo como eixo central

Vilela reforçou que o plano de governo eleito em 2022 continua sendo o principal norteador da administração até o fim de 2026, sinalizando previsibilidade e alinhamento político.

A estratégia evita rupturas e também reduz riscos em um momento sensível, em que decisões administrativas passam a ter impacto direto no ambiente eleitoral.

“O planejamento baliza todas as ações. O que estamos fazendo é avançar no que já foi projetado”, destacou.

Infraestrutura como vitrine de gestão

Assim como já havia indicado anteriormente, o governador voltou a colocar a infraestrutura no centro da agenda. A expectativa é destravar obras que ficaram represadas por entraves burocráticos e iniciar novos projetos logo após o período chuvoso.

A área deve concentrar parte relevante das entregas do governo ao longo de 2026, funcionando como vitrine administrativa.

Entre os projetos, estão rodovias e obras estruturantes que, segundo ele, entram agora em fase de execução. Outro eixo destacado é a modernização da máquina pública, com foco na digitalização e melhoria do atendimento ao cidadão.

Vilela citou a nova unidade do IPASGO como exemplo de um modelo que deve ser replicado: estrutura mais moderna, processos digitalizados e maior agilidade no atendimento.

“O padrão que estamos implementando é de mais eficiência, rapidez e qualidade no serviço público”, afirmou.

Ano eleitoral impõe pressão por entregas

Um dos pontos mais enfáticos da fala foi o impacto do calendário eleitoral sobre a gestão. Vilela reconheceu que 2026 exige uma atuação ainda mais intensa, especialmente por conta dos prazos legais que limitam ações do governo.

A consequência direta, segundo ele, é a necessidade de acelerar obras, programas e políticas públicas.

“É um ano que exige atenção ao regramento, mas também mais velocidade nas entregas”, disse.

Nos bastidores, o recado é interpretado como uma tentativa de blindar a gestão de interferências políticas no expediente e, ao mesmo tempo, garantir que os resultados apareçam antes das restrições eleitorais mais rígidas.

Vilela também reforçou a linha adotada desde o início: gestão durante o expediente, política fora dele. A orientação vale especialmente para secretários que não disputarão eleições, mas também serve como sinalização geral de conduta.

A diretriz busca preservar a imagem administrativa do governo e evitar desgastes em um ano de maior vigilância institucional.

Novo momento administrativo

A reunião no Palácio das Esmeraldas simboliza o início efetivo de um novo ciclo sob comando de Vilela. Mais do que apresentar diretrizes, o encontro consolidou prioridades e deixou explícita a cobrança interna.

O recado final ao secretariado foi direto: manter produtividade, elevar eficiência e cumprir, dentro do prazo, tudo o que foi planejado.

“Não tem nada de especial além do compromisso com o resultado”, resumiu.

Principais mudanças no secretariado:

• Educação (Seduc): Fátima Gavioli foi substituída por Helena da Costa Bezerra.

• Economia: Sérvulo Nogueira deixou o cargo, assumindo Selene Peres Nunes (que já havia ocupado a pasta anteriormente).

• Infraestrutura (Seinfra): Alan Tavares foi substituído por Sérvulo Nogueira (que migrou da Economia).

• Casa Civil: Jorge Luís Pinchemel deu lugar a Bruno Moraes Faria Monteiro Belem.

• Secretaria-Geral de Governo (SGG): Adriano da Rocha Lima saiu, e Gean Carlo Carvalho assumiu a pasta.

• Comunicação (Secom): Com a ida de Gean para a SGG, a Secom passou a ser comandada por Marcos Aurélio B. Silva (então subsecretário).

• Indústria e Comércio (SIC): Joel de Sant’Anna Braga Filho foi substituído por Ricardo de Oliveira.

• Gabinete de Políticas Sociais: Daniel Vilela assumiu a função que era de Gracinha Caiado.

Mudanças em Órgãos e Autarquias:

• Detran: O Delegado Waldir deixou o comando para Odair Soares.

• Agehab: Alexandre Baldy saiu para a disputa eleitoral, sendo substituído por Wendel Garcia.

• Goiás Parcerias: Diego de Oliveira Soares deu lugar a Francisco Jr.

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