Justiça argentina retoma julgamento da morte de Maradona
Caso Maradona volta à Justiça com novo julgamento da equipe médica
A Justiça da Argentina retomou, nesta terça-feira (14), o julgamento sobre a morte de Diego Armando Maradona. O processo foi reiniciado após a anulação da fase anterior, interrompida em maio de 2025.
A decisão ocorreu após o afastamento da juíza Julieta Makintach. Com isso, o caso voltou à estaca inicial. Ou seja, todas as provas precisam ser reapresentadas. Além disso, testemunhas serão ouvidas novamente.

Acusação contra equipe médica
Sete profissionais da equipe médica que acompanhava Maradona respondem por homicídio simples com dolo eventual. Entre os acusados estão o médico Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov. Também integram a lista o psicólogo Carlos Ángel Díaz e outros responsáveis pelo acompanhamento clínico.
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Segundo a acusação, os réus teriam assumido o risco ao manter condições inadequadas no tratamento do ex-jogador. Por outro lado, as defesas negam responsabilidade. De acordo com os advogados, a morte decorreu de condições de saúde preexistentes.
Caso haja condenação, as penas podem variar de 8 a 25 anos de prisão.

Reapresentação de provas e testemunhas
O julgamento ocorre no Tribunal Oral en lo Criminal Nº 7 de San Isidro, na região de Buenos Aires. Ao todo, 92 testemunhas devem ser ouvidas. Entre elas estão familiares e pessoas próximas ao ex-jogador.
Além disso, o processo inclui laudos periciais e registros audiovisuais já utilizados anteriormente. Sendo assim, acusação e defesa deverão reorganizar suas estratégias ao longo das audiências.
Uma oitava investigada, a enfermeira Dahiana Gisela Madrid, será julgada separadamente. O caso dela será analisado por júri popular em data ainda indefinida.

Contexto da morte de Maradona e anulação
Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos. A causa foi insuficiência cardíaca, durante recuperação domiciliar após cirurgia cerebral. Na fase anterior do julgamento, promotores apontaram falhas no acompanhamento médico.
Entretanto, o processo foi anulado após a revelação de que a juíza Julieta Makintach participou da gravação de um documentário não autorizado sobre o caso. A situação levou à sua saída e invalidou os atos realizados.
Por fim, com a retomada, o caso volta a ser analisado integralmente. Ou seja, a Justiça deverá reavaliar os fatos com base nas provas reapresentadas.