Tatu-bola segue ameaçado e depende da conservação da Caatinga e do Cerrado
Espécie que inspirou o mascote da Copa de 2014 perdeu metade de sua área de ocorrência e enfrenta risco crescente de extinção no Brasil
Pequeno, tímido e raro, o tatu-bola-do-nordeste (Tolypeutes tricinctus) é uma espécie tipicamente brasileira, encontrada principalmente na Caatinga e em pequenas áreas do Cerrado. Considerado o menor tatu do país, mede entre 40 e 43 cm de comprimento.
De hábitos noturnos, alimenta-se de cupins, pequenos invertebrados e frutos. Durante o período reprodutivo, uma fêmea pode ser cortejada por mais de um macho. A gestação dura cerca de 120 dias, resultando geralmente no nascimento de um único filhote por ninhada, embora gêmeos sejam raros.
Tatu-bola
Apesar de sua importância ecológica e do reconhecimento internacional ao inspirar o mascote “Fuleco” da Copa de 2014, a espécie segue ameaçada de extinção. O avanço do desmatamento e a degradação da Caatinga e do Cerrado têm reduzido seu habitat natural.
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De acordo com o Plano de Ação Nacional (PAN Tatá), o tatu-bola já perdeu cerca de metade de sua área de ocorrência ao longo das últimas décadas, o que preocupa especialistas e ambientalistas.
Diante desse cenário, o ICMBio vem reforçando ações de conservação voltadas à espécie e a outros animais ameaçados, como o tamanduá-bandeira e o tatu-canastra, com foco na preservação dos biomas onde vivem.
A visibilidade conquistada com a Copa ajudou a ampliar o debate sobre conservação ambiental, especialmente na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro e altamente ameaçado. Ainda assim, especialistas alertam que a sobrevivência do tatu-bola depende diretamente da proteção contínua de seus habitats e da redução das pressões ambientais no semiárido.