sexta-feira, 26 de junho de 2026
COMÉRCIO

Mauro Vieira afirma que argumentos dos EUA para tarifas são ilegítimos

Chanceler brasileiro diz que governo continuará negociando com Washington após relatórios que propõem novas taxas

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 4 de junho de 2026
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Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

O Brasil pretende manter as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros, afirmou nesta quinta-feira (4) o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Em Paris, onde participa da reunião ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o chanceler disse à jornalistas que o governo seguirá apostando no diálogo com Washington e descartou.

A declaração ocorre após o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgar os relatórios finais de duas investigações comerciais que atingem o Brasil. Uma delas concluiu que o país não adota mecanismos suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como consequência, o governo norte-americano propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, que pode ser somada a outra taxa que pode chegar a 25%.

Segundo Vieira, a disposição para negociar foi reforçada em uma conversa informal com o representante de Comércio Exterior dos EUA, Jamieson Greer, realizada nos corredores da OCDE.

“Ele se aproximou de mim e conversamos. Disse que estava tendo ótimas conversas com o Brasil. Eu respondi que é do nosso interesse manter o diálogo, sobretudo após o anúncio dos relatórios finais das duas investigações sobre a Seção 301”, afirmou.

 

Leia mais: EUA propõem tarifa de 12,5% contra o Brasil por trabalho forçado

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Presidente Lula e Donald Trump reunidos durante agenda do brasileiro em Washington (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Vieira lembrou que, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos EUA, em 7 de maio, os dois governos estabeleceram um prazo de 30 dias para o início das negociações sobre temas comerciais. “Ele disse que estava pronto para continuar essas conversas e que o diálogo sempre foi muito bom”, relatou o chanceler.

Ainda, segundo Vieira, o Brasil forneceu todas as informações solicitadas durante a investigação. “O que esperamos é que tudo isso seja levado em conta e que fique comprovado que não há razão para sermos alvo de tarifas, porque demonstramos que os argumentos apresentados não são legítimos”.

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