domingo, 8 de novembro de 2026
FATALIDADE

Presos por morte de jovem em salto de rope jumping dizem não saber como vítima caiu sem corda de segurança

Delegada afirma que os responsáveis pela operação não conseguiram explicar como Maria Eduarda foi lançada da plataforma sem estar presa ao equipamento de segurança

Luma Silveirapor em
Rope jumping
Imagens registraram os instantes que antecederam o salto de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira (SP). A jovem morreu após cair sem estar conectada à corda de segurança | Foto: Reprodução

Os três homens presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira (SP), afirmaram à Polícia Civil que não conseguem explicar como a jovem foi lançada da plataforma sem estar conectada ao equipamento de segurança.

De acordo com a delegada Andréa Dantas, responsável pelo registro da ocorrência, os responsáveis pela preparação da vítima não souberam apontar em que momento ocorreu a falha que resultou no acidente. Durante os depoimentos, eles alegaram não se lembrar de quem deveria ter realizado a checagem final ou fixado a corda antes do salto.

A investigação aponta que a corda que deveria proteger Maria Eduarda permaneceu no chão da estrutura, sem ser conectada à vítima. Um vídeo gravado por participantes do evento mostra o momento em que a jovem é conduzida até a plataforma e salta. Segundos depois, testemunhas percebem a ausência do equipamento e começam a gritar em desespero.

Segundo a polícia, os três homens que aparecem nas imagens participando diretamente da operação do salto foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se entende que os envolvidos assumiram o risco de provocar o resultado, mesmo sem intenção direta de matar.

Investigação aponta falha na conferência dos equipamentos

Em depoimento, os investigados afirmaram que atuam há anos com a prática esportiva e que nunca haviam enfrentado uma situação semelhante. Eles também relataram que outros saltos haviam sido realizados normalmente antes do acidente.

Um dos presos alegou que não era responsável pela instalação da corda e que havia sido chamado apenas para auxiliar na operação. Ainda assim, a Polícia Civil entende que ele também poderia ter percebido a ausência do equipamento, já que a corda estava visível na plataforma.

Para a delegada, a falta de uma verificação adequada antes do salto foi determinante para a tragédia.

A defesa dos envolvidos sustenta que o rope jumping não possui regulamentação específica no país, mas também não é uma atividade proibida. O advogado dos suspeitos classificou o episódio como uma fatalidade e destacou que eventos semelhantes já haviam sido realizados no local sem registros de acidentes.

A Polícia Civil continuará ouvindo testemunhas e aguarda os resultados dos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte de Maria Eduarda.

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