quarta-feira, 17 de junho de 2026
Polêmica

Atraso de verba força CBV a cobrir custos e levanta risco de sanções no vôlei brasileiro

Entidade afirma que precisou assumir os custos da Liga das Nações para evitar punições internacionais que poderiam atingir até a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 17 de junho de 2026
CBV
Divulgação/CBV

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) vive um momento de preocupação financeira após acusar o Governo do Distrito Federal (GDF) de não cumprir um acordo de repasse de R$ 17,5 milhões destinado à realização da Liga das Nações (VNL) e do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, realizados em Brasília. O impasse, segundo a entidade, vai além de uma questão administrativa e pode gerar reflexos diretos no futuro do vôlei brasileiro.

Em nota oficial, a CBV informou que precisou assumir integralmente os custos da competição para evitar o descumprimento dos acordos firmados com a Federação Internacional de Voleibol (FIVB). A entidade alertou que, caso não tivesse tomado essa medida emergencial, o Brasil poderia sofrer sanções esportivas, incluindo a exclusão de futuras competições internacionais e até mesmo dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

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Acordo firmado e recursos não repassados

Segundo a CBV, o compromisso financeiro havia sido formalizado pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Distrito Federal por meio do Ofício nº 870/2025 – SEL/GAB. O documento previa o repasse de R$ 11 milhões para a etapa da Liga das Nações e outros R$ 6,5 milhões para a realização do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. No entanto, os recursos não foram transferidos, o que obrigou a confederação a utilizar recursos próprios e apoio institucional para manter os eventos.

Além disso, a entidade informou que a situação gerou débitos junto a fornecedores, uma vez que as verbas previstas para a organização das competições não podem ser substituídas por recursos provenientes de outras fontes.

Reflexos podem chegar às quadras e ao planejamento esportivo

Embora o impacto não seja imediato para as atletas e atletas que disputam a Liga das Nações, especialistas alertam que crises financeiras dessa magnitude podem comprometer o planejamento esportivo a médio e longo prazo. Recursos que seriam destinados à logística, preparação das seleções, intercâmbios, categorias de base, estrutura das comissões técnicas e participação em competições internacionais podem acabar sendo direcionados para cobrir despesas emergenciais.

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