Amado Batista é condenado a pagar R$ 453 mil após morte de menino em Goiás
Caso de afogamento em fazenda leva Justiça a condenar Amado Batista em Goiás
A Justiça de Goiás condenou o cantor Amado Batista a indenizar os pais de uma criança de 3 anos que morreu afogada em uma piscina localizada em uma de suas propriedades rurais. A decisão foi proferida pela Vara Cível de Goianápolis e estabelece o pagamento de R$ 453 mil em indenização à família da vítima. Ainda cabe recurso.
O caso ocorreu em 2022. Na época, os pais da criança trabalhavam como caseiros na fazenda do artista e residiam no local com os dois filhos. O menino morreu após um afogamento na piscina da propriedade.

Decisão prevê indenização e pensão
De acordo com a sentença assinada pelo juiz Leonardo Martins, cada um dos pais deverá receber R$ 226,5 mil. Além disso, a decisão determina o pagamento de uma pensão mensal à família.
Conforme estabelecido pelo magistrado, o valor corresponderá a dois terços de 70% do salário mínimo vigente. O benefício deverá ser pago a partir da data em que a criança completaria 14 anos e seguirá até os 25 anos. Posteriormente, o valor será reduzido para um terço de 70% do salário mínimo até a expectativa de vida da vítima, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou até o falecimento dos pais.

Na decisão, o juiz destacou que a indenização possui caráter compensatório e também função preventiva dentro do âmbito da responsabilidade civil.
Família relatou pedido por proteção na piscina
Segundo os depoimentos apresentados no processo, a família mudou-se para a fazenda em abril de 2022 para exercer atividades de trabalho na propriedade. Pouco tempo depois, em maio do mesmo ano, ocorreu o afogamento.
Os pais afirmaram à Justiça que solicitaram ao gerente da fazenda a instalação de uma proteção ao redor da piscina. Conforme o relato, o pedido não teria sido atendido.

Além disso, a família também questionou a forma como o socorro foi prestado após o acidente. Os pais alegaram que a criança foi encaminhada para uma unidade hospitalar em Terezópolis de Goiás, enquanto Goiânia estaria mais próxima do local.
Defesa anuncia recurso
Após a divulgação da sentença, a defesa de Amado Batista informou que recorrerá da decisão. Em nota, os advogados declararam respeito à família e à gravidade do caso.
Por outro lado, a equipe jurídica sustenta que houve falha dos pais no dever de vigilância da criança no momento do acidente. Além disso, a defesa contestou a alegação de que teria existido pedido para instalação de proteção na área da piscina.
Ainda segundo os advogados, não houve omissão ou negligência por parte do cantor. Dessa forma, a defesa pretende buscar a revisão da sentença nas instâncias superiores.
Enquanto isso, o processo segue aberto para análise de eventuais recursos apresentados pelas partes.