quarta-feira, 8 de julho de 2026
Falso advogado

Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado contra moradores do DF

Ação da Polícia Civil cumpriu mandados no estado de São Paulo e investiga organização criminosa responsável por prejuízos de centenas de milhares de reais às vítimas

Victor Silvapor Victor Silva em 8 de julho de 2026 às 14:54
Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado contra moradores do DF
Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na madrugada desta quarta-feira (8), a Operação Revelia para desarticular uma organização criminosa investigada por aplicar o chamado golpe do falso advogado. A ofensiva, conduzida pela 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), cumpriu sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e ordens de bloqueio de bens e valores. As diligências ocorreram em São Paulo, São Caetano do Sul e Santos, com apoio da Polícia Civil paulista.

Segundo a investigação, embora o núcleo da quadrilha estivesse instalado em São Paulo, a maior parte das vítimas estava no Distrito Federal, acumulando prejuízos de centenas de milhares de reais. Durante a apuração, os policiais identificaram conversas entre os investigados sobre a ativação de chips telefônicos e a utilização de contas bancárias de terceiros, conhecidas como “contas laranja”, empregadas para receber e ocultar o dinheiro obtido com os golpes.

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As investigações também revelaram a existência de uma estrutura organizada para dar aparência de legitimidade às fraudes. Em equipamentos apreendidos com um dos apontados como líderes do grupo, foram encontrados 585 arquivos contendo processos judiciais e peças processuais extraídos do sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe). O material era utilizado para convencer as vítimas de que tinham valores a receber em ações judiciais e, em seguida, os criminosos exigiam depósitos via Pix ou transferência bancária para supostas taxas ou custas processuais.

Em um dos diálogos interceptados, um dos suspeitos chegou a ironizar a possibilidade de ser investigado, afirmando que uma apuração contra ele “nunca daria em nada”. Com o avanço das diligências, porém, a Justiça decretou sua prisão preventiva. Os investigados deverão responder, em tese, pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A PCDF orienta que pessoas envolvidas em processos judiciais confirmem qualquer solicitação de pagamento diretamente com seus advogados antes de realizar transferências financeiras.

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