quarta-feira, 15 de julho de 2026
Eleições 2026

Eleições de outubro terão votação para dois senadores; veja como funciona

Eleitores escolherão dois representantes para o Senado em uma mesma votação. Especialistas alertam para cuidados na hora de registrar os votos e evitar anulações

Luma Silveirapor Luma Silveira em 15 de julho de 2026 às 12:07
Senado
Eleitores votarão em duas candidaturas ao Senado nas eleições de outubro | Foto: TSE/Divulgação

Além de escolher presidente, governador, deputados federais e estaduais, os brasileiros terão uma tarefa diferente nas eleições de outubro: votar em dois candidatos ao Senado Federal. A regra vale porque, neste pleito, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços da composição do Senado.

A renovação ocorre de forma alternada. Enquanto os senadores exercem mandato de oito anos, apenas parte das vagas é colocada em disputa a cada eleição geral. Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois representantes. Já no próximo ciclo eleitoral, em 2030, será escolhida apenas uma vaga por unidade da Federação.

Na urna eletrônica, o procedimento também será diferente. Depois de registrar o primeiro voto para senador, o eleitor deverá escolher um segundo candidato. Os votos precisam ser destinados a pessoas diferentes. Caso o mesmo número seja digitado nas duas oportunidades, apenas o primeiro será validado, enquanto o segundo será automaticamente anulado.

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Outra regra importante é que não existe voto de legenda para o Senado. O eleitor deve informar diretamente o número do candidato, composto por três dígitos. Também não é permitido votar em candidatos de outro estado, já que cada cidadão participa apenas da eleição correspondente ao seu domicílio eleitoral.

Nas eleições em que duas vagas ao Senado são disputadas, um fenômeno costuma chamar a atenção da Justiça Eleitoral: o chamado voto incompleto. Isso acontece quando o eleitor registra apenas um dos votos disponíveis ou deixa a segunda escolha em branco ou nula. Em 2018, milhões de eleitores deixaram de preencher uma das vagas, reduzindo o número de votos válidos para a disputa.

Segundo especialistas em Direito Eleitoral, esse tipo de situação costuma ocorrer porque a votação para dois senadores acontece apenas a cada oito anos, o que faz com que muitos eleitores esqueçam da regra ou tenham contato com ela pela primeira vez. A recomendação é conferir atentamente a sequência apresentada pela urna antes de concluir a votação.

Neste ano, a ordem de votação será: deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro voto para senador, segundo voto para senador, governador e, por último, presidente da República. Somente após a confirmação do segundo voto para o Senado a urna liberará a etapa seguinte.

A Justiça Eleitoral também orienta que o eleitor leve uma anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos. A chamada “colinha” é permitida e pode agilizar o processo de votação. Já o uso de celulares dentro da cabine eleitoral continua proibido. O aparelho deverá permanecer desligado e ser entregue aos mesários antes do início da votação.

Com informações da Agência Senado

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