terça-feira, 21 de julho de 2026
CULTURA E DIVERSIDADE

Festival Colettiva Preta reúne mulheres negras em dois dias de cultura, economia criativa e música em Goiânia

Edição “Julho das Pretas — Vozes Pretas” acontece nos dias 25 e 26 de julho no Setor Aeroporto com feira multicultural, oficinas, rodadas de negócios e lançamento literário; entrada gratuita

Luana Avelarpor Luana Avelar em 20 de julho de 2026 às 19:00
Preta

Empreendedoras, artistas, escritoras e produtoras culturais participam, nos dias 25 e 26 de julho, de uma programação dedicada à atuação de mulheres negras na cultura e na economia criativa. A edição “Julho das Pretas – Vozes Pretas”, do Festival Colettiva Preta 2026, será realizada no Espaço Dona Rosa, no Setor Aeroporto, em Goiânia, com entrada gratuita.

As atividades coincidem com o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, e com o aniversário da Colettiva Preta. Durante os dois dias, o espaço receberá feira multicultural, oficina, apresentações musicais, refeições, lançamento literário, painel e rodadas de negócios.

No sábado (25), a feira abre às 9h e permanece em funcionamento até às 19h30. A primeira atividade formativa começa às 10h, com a oficina “Saberes Pretos como Potência Econômica”, ministrada por Alaína Bastos. O encontro discutirá a circulação de conhecimentos produzidos por pessoas negras e a relação desses saberes com iniciativas de organização econômica e coletiva.

A programação gastronômica começa às 12h30, com o almoço “Comidas de Folia”, preparado por Luciana Caetano. No mesmo horário, entra em funcionamento o Bar Colettiva, com a ação “Psiu, Toma Aí!”, que segue até as 19h30.

À tarde, das 15h às 17h, a atividade “Semeia Futuro” reunirá empreendimentos conduzidos por mulheres negras em rodadas de negócios, encontros com instituições e compartilhamento de tecnologias sociais. Participam da sala de ativação Ana Cristina, do Madara, Núcleo de Direito e Justiça Cultural, e Ana Paula Oliveira, da Cria Gueto Cria.

O sábado também terá o lançamento da coletânea resultante do 1º Concurso Literário Cria Gueto Cria!. A publicação reúne textos de 12 escritoras negras e integra uma iniciativa destinada à circulação de autoras que escrevem a partir de experiências atravessadas por raça, gênero e território.

No domingo (26), a feira multicultural retorna às 9h e segue até às 18h. Das 12h às 14h, o público poderá acompanhar o show “No Seio do Samba”. Às 12h30, Erika Santos serve o almoço “Feijoada e Acarajé”. O Bar Colettiva funcionará das 12h30 às 17h30.

A programação termina com o painel “Cartografia de Mulheres Pretas na Música”, marcado para às 14h30, com mediação de Ludmyla Marques. O debate integra o levantamento de mulheres negras que trabalham em diferentes áreas da cultura. Nesta etapa, o foco recai sobre profissionais da música, suas contribuições para a cena artística e as dificuldades encontradas no exercício da atividade.

A edição de julho faz parte de um calendário de sete encontros previstos entre junho e dezembro. O festival pretende reunir profissionais de áreas como artesanato, artes visuais, moda, teatro, dança, literatura, cinema, música e tecnologias sociais.

Criada em 2021, a Colettiva Preta surgiu após seis edições da Feira das Pretas+, idealizada por Renata Caetano. Desde então, o grupo promove ações com empreendimentos de impacto socioambiental e iniciativas comandadas por mulheres negras na Região Metropolitana de Goiânia.

Segundo Erika Santos, diretora executiva da Colettiva Preta, o festival nasceu como uma ferramenta de fortalecimento coletivo. “Celebrar, potencializar e fortalecer a economia criativa e solidária nos territórios, trazendo visibilidade para os empreendimentos e iniciativas de mulheres negras. Queremos amplificar essas vozes, fortalecer redes e valorizar as manifestações culturais negras periféricas”, afirma.

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