PP mantém neutralidade e barra Tereza Cristina na vice de Flávio
Decisão da legenda muda os planos para a composição da chapa presidencial e ocorre em meio a desgastes entre as cúpulas dos partidos
O Progressistas (PP) anunciou nesta sexta-feira (31) que irá manter a neutralidade nas eleições presidenciais de outubro. A decisão, divulgada pela legenda via nota, afasta qualquer possibilidade da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ser candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A parlamentar foi avisada da decisão do partido e acatou a definição. Durante um evento em São Paulo, na última quinta-feira (30), Flávio afirmou que convidou a senadora para compor a chapa e que Cristina havia aceitado, faltando apenas o aval do PP para a aliança ser selada.
Ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), Tereza havia recusado o convite inicialmente. A parlamentar nutre o sonho de ser a primeira mulher a presidir o Senado Federal. Porém, a senadora passou a avaliar a possibilidade recentemente, até comunicar a aliados políticos sobre sua disposição de compor a chapa com o filho do ex-presidente.
Entretanto, a relação de Flávio com o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), tornou-se um empecilho para a composição dos pepistas com o projeto nacional do PL. Ciro esperava um posicionamento em seu favor por parte de Flávio, após a revelação da relação do senador piauiense com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Flávio não saiu em defesa de Nogueira a respeito das investigações sobre o caso Master envolvendo o pepista, o que desagradou a cúpula do PP. À época, Flávio buscava associar o caso Master ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes do site The Intercept Brasil revelar as trocas de mensagens entre Flávio e Vorcaro.
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