Lula fala em soberania, e Flávio convoca atos contra Moraes no 7 de Setembro
Na véspera do feriado, presidente abordou soberania e riquezas nacionais, enquanto candidato do PL chamou apoiadores para manifestações pelo país
O 7 de Setembro de 2026, Dia da Independência do Brasil, discursos e mobilizações seguem com pautas diferentes entre os dois principais nomes da disputa presidencial. Na noite deste domingo (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão com foco na soberania brasileira, na exploração de riquezas naturais e na autonomia do país.
Já o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para convocar apoiadores para manifestações previstas para esta segunda-feira (7), com críticas ao presidente e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O pronunciamento de Lula durou cerca de 3 minutos e 43 segundos. A fala ocorreu na véspera do Dia da Independência e teve autorização da Justiça Eleitoral para ser transmitida em rede nacional. O presidente relacionou a independência brasileira à soberania, à democracia e à capacidade de o país definir suas próprias decisões.
“Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, afirmou Lula durante a mensagem.
Lula cita petróleo, terras raras e livre comércio
Ao tratar da economia e dos recursos naturais, Lula mencionou as reservas brasileiras de terras raras, a disponibilidade de água doce e a descoberta de uma nova reserva de petróleo. O presidente defendeu que esses recursos sejam utilizados para ampliar o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos no país.
Lula também citou a aprovação, pelo Congresso Nacional, do marco legal relacionado aos minerais críticos e às terras raras. Na avaliação apresentada pelo presidente no pronunciamento, a exploração desses recursos deve estar associada ao desenvolvimento brasileiro.
“Essas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”, declarou.
Outro ponto abordado foi a política comercial. Lula afirmou que o Brasil deve manter relações comerciais sem que governos estrangeiros determinem de quais países o país pode comprar ou para quais mercados pode vender.
“Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender”, disse o presidente.
A mensagem também mencionou educação, saúde pública, redução da pobreza, liberdade de escolha profissional e melhores condições de vida. Lula afirmou que a independência nacional também envolve condições para que a população tenha autonomia financeira e acesso a direitos previstos na Constituição.
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Flávio convoca apoiadores para ato na Paulista
Enquanto Lula participou da agenda oficial da Presidência, Flávio Bolsonaro adotou outra estratégia para o feriado. Na manhã de domingo (6), o senador fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais e convocou apoiadores para os atos previstos para o 7 de Setembro.
A principal manifestação está marcada para a Avenida Paulista, em São Paulo, às 15h. O evento tem como motes “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”. Flávio confirmou que participaria da mobilização.
Durante a transmissão, o senador também cobrou a ministra Cármen Lúcia em relação à possibilidade de abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. Flávio defendeu que ela vote pela investigação caso o tema seja levado ao plenário do STF.
“O Brasil espera, Cármen Lúcia, que a senhora vote para que o Alexandre de Moraes seja formalmente investigado”, afirmou Flávio durante a live.
Em outra convocação publicada nas redes sociais, o candidato pediu que apoiadores participassem dos atos em diferentes cidades. “Vão para as ruas”, declarou Flávio ao chamar o público para as manifestações.
O senador também mencionou o episódio da facada sofrida pelo pai, Jair Bolsonaro, em 6 de setembro de 2018. Na live de domingo, Flávio afirmou que a data era marcada por tristeza, mas também por renovação de força e esperança.
Agendas diferentes no feriado
A programação dos dois candidatos para esta segunda-feira (7) também segue caminhos distintos. Lula participa do desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A cerimônia está prevista para começar às 9h.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, participa do ato político na Avenida Paulista. A manifestação reúne aliados do PL e outras lideranças da direita e terá críticas ao governo Lula e ao STF entre as pautas anunciadas.
Além de Flávio, outras manifestações foram programadas para diferentes cidades brasileiras. Em São Paulo, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) também têm atos previstos. No Rio de Janeiro, Augusto Cury participa de uma caminhada em Copacabana. Em Goiânia, Ronaldo Caiado acompanha o desfile cívico.
O 7 de Setembro ocorre neste ano a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro. Com isso, as agendas de Lula e Flávio Bolsonaro colocam a data da Independência também no calendário dos principais compromissos públicos da disputa pelo Palácio do Planalto.
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