“Vamos colocar a polícia na rua”, diz Cappelli ao apresentar plano de segurança para o DF
Candidato iniciou agenda na Rodoviária do Plano Piloto, percorreu o comércio do Sudoeste e voltou a defender recomposição do efetivo e investimentos em inteligência
O candidato ao Governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) iniciou a agenda desta segunda-feira (14) com panfletagem, às 6h, na Rodoviária do Plano Piloto. Durante as conversas com trabalhadores e passageiros, ele apresentou propostas para a segurança pública e, na sequência, percorreu o comércio do Sudoeste, onde voltou a detalhar o programa Tolerância Zero.
Entre as medidas defendidas pelo candidato estão a recomposição do efetivo policial, a retomada de investimentos em inteligência e o reforço do policiamento ostensivo. Segundo Cappelli, o Distrito Federal enfrenta um deficit de aproximadamente 7 mil policiais militares, número que ele promete reduzir em eventual gestão.
O candidato também citou a ocorrência de crimes patrimoniais e de violência contra a mulher para justificar a necessidade de ampliar a presença das forças de segurança nas ruas.
“A cada 52 minutos nós temos um celular roubado no Distrito Federal. A cada 15 dias, uma mulher é vítima de feminicídio. Nós vamos mudar isso colocando a polícia na rua. Comigo, em segurança, é tolerância zero”, declarou.
O plano apresentado por Cappelli prevê a retomada das Rondas Ostensivas Candango (ROC) e do policiamento comunitário feito por duplas de policiais nas quadras comerciais e residenciais, conhecido como Cosme e Damião. A proposta também inclui a ampliação do efetivo da Polícia Civil e o fortalecimento do Núcleo de Planejamento e Inteligência da corporação.
Além do reforço no patrulhamento, o candidato defendeu ações específicas para aumentar a segurança nas áreas comerciais e aprimorar a abordagem da população em situação de rua, com atuação integrada entre as forças policiais e os órgãos do governo.
Ao avaliar as corporações do DF, Cappelli afirmou que o problema não está na qualidade dos profissionais, mas na falta de investimentos e suporte por parte do Executivo local.
“Temos as melhores polícias do Brasil, tanto a Militar quanto a Civil. O que está faltando é apoio, ampliação do efetivo e investimento em planejamento e inteligência”, afirmou.
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