Vida cultural pode favorecer um envelhecimento saudável
Frequentar cinemas, museus, teatros e concertos pode estimular o convívio social, a memória e a atenção ao longo dos anos
Sair para ver um filme, visitar uma exposição ou assistir a um show pode fazer mais pelo organismo do que parece. Um estudo realizado com 1.899 adultos na Inglaterra encontrou uma associação entre rotina cultural ativa e indicadores fisiológicos mais favoráveis, sugerindo que quem frequenta teatros, museus, cinemas e concertos pode estar envelhecendo de forma diferente dos que raramente participam dessas atividades.
A pesquisa partiu de dados do English Longitudinal Study of Ageing, levantamento que acompanha pessoas com 50 anos ou mais. Os participantes relataram com que frequência iam a espetáculos, exposições, concertos e óperas. Essas respostas foram cruzadas com indicadores como pressão arterial, capacidade pulmonar, colesterol, força das mãos e velocidade da caminhada.
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O resultado foi uma diferença estimada de até 1,2 ano na idade fisiológica entre quem quase nunca participava de atividades culturais e quem mantinha maior frequência. A cada ponto a mais na escala de participação, a idade fisiológica caiu, em média, cerca de 31 dias. A associação se manteve quando os dados foram reanalisados quatro anos depois.
Parte da explicação pode estar no que vem junto com o ingresso. Frequentar atividades culturais implica sair de casa, organizar compromissos, circular pela cidade e estar com outras pessoas. O convívio social, a estimulação cognitiva e a redução do estresse aparecem entre os fatores que podem ajudar a compreender o que os dados mostram.
Os próprios pesquisadores ressaltam que a relação não é de causa e efeito. Quem tem mais saúde também pode ter mais disposição para manter uma agenda cultural. Mesmo assim, o estudo acrescenta a cultura a um conjunto crescente de hábitos associados a uma velhice com mais qualidade de vida.
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