Mensagens mostram contato de Ibaneis com Vorcaro durante negociação do Master
Registros indicam troca de documentos e conversas entre ex-governador e banqueiro durante tratativas envolvendo o BRB; Ibaneis afirma que atuação foi institucional
Documentos incorporados à investigação sobre o Banco Master registram conversas entre o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) e Daniel Vorcaro durante o período em que avançavam as tratativas para a aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Os registros, divulgados pelo Fatos Online e confirmados por fontes da Polícia Federal ao Correio Braziliense, mostram troca de mensagens e documentos relacionados à operação. Ibaneis reconheceu os contatos, mas afirmou que sua atuação ocorreu em âmbito institucional e jurídico.

As mensagens incluem o envio, por Ibaneis, de uma decisão judicial que derrubava uma liminar e permitia o avanço da operação, além de uma publicação do Diário Oficial do Distrito Federal relacionada à autorização para a compra de ações do Master pelo BRB. Os registros também apontam chamadas telefônicas e encontros entre os dois. O conteúdo contrasta com a versão de que as tratativas teriam sido conduzidas exclusivamente pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
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A relação entre Ibaneis e Vorcaro também aparece em outros documentos ligados ao período. Em maio de 2024, a Ibaneis Advocacia e Consultoria firmou contrato com o Reag Legal Claims, atualmente denominado Pedra Azul FIDC, envolvendo direitos sobre honorários de precatórios com valor de face de R$ 38,1 milhões. A Reag posteriormente entrou no radar das investigações relacionadas ao Master e foi liquidada pelo Banco Central, que apontou irregularidades no sistema financeiro.

O caso ganhou novo destaque após a divulgação dos registros, enquanto diferentes versões sobre a participação de autoridades nas negociações são analisadas pelas investigações. Em declaração ao Correio, Ibaneis afirmou que estava convencido, assim como outros integrantes do governo, de que a operação seria vantajosa para o BRB e para Brasília e que foi convencido por Paulo Henrique Costa a concretizá-la. A operação acabou não sendo concluída após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central.
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