FAB investiga queda de helicóptero que matou Rick
Peritos de Brasília e Canoas serão enviados a Santa Catarina para analisar os destroços e identificar fatores que contribuíram para o acidente
A queda do helicóptero que matou o cantor Rick, da dupla com Renner, e outras quatro pessoas em Santa Catarina será investigada pela Força Aérea Brasileira (FAB). Equipes especializadas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionadas nesta terça-feira (22) e seguirão para a região de Urubici, na Serra Catarinense, onde os destroços foram encontrados.
A apuração contará com peritos da sede do Cenipa, em Brasília, e do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V), localizado em Canoas, no Rio Grande do Sul. O trabalho começa pela chamada ação inicial, etapa em que os investigadores reúnem dados sobre o voo, analisam os danos na aeronave e buscam elementos que possam ajudar a compreender a dinâmica da queda.
Segundo a FAB, o objetivo da investigação é identificar fatores que possam ter contribuído para o acidente. Nesta fase, não há indicação apresentada sobre a causa da queda.
A Força Aérea também participou das buscas pelo helicóptero. Uma aeronave SC-105 Amazonas acumulou 13 horas de voo durante a operação até a localização da área dos destroços.
Além de Rick, de 59 anos, estavam a bordo o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio e o copiloto Leopoldo. Nenhum dos cinco ocupantes sobreviveu.
O helicóptero havia desaparecido na segunda-feira (21), depois de decolar de Porto Belo, no litoral catarinense, com destino a São Joaquim, na região serrana. Antes do trecho de helicóptero, Rick e Avelar haviam viajado de Jundiaí, em São Paulo, até Santa Catarina em um jatinho.
A aeronave envolvida no acidente era um Bell 430, fabricado em 2001 e registrado em nome da JTA Empreendimentos e Urbanismo Ltda. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o helicóptero estava em situação regular e possuía certificado de aeronavegabilidade válido até agosto de 2027. O modelo, porém, não estava autorizado a operar como táxi aéreo ou em voos de instrução.
Com a chegada dos investigadores, a análise dos destroços e das informações disponíveis sobre o voo deverá ajudar a reconstruir os momentos anteriores à queda e a apontar os fatores envolvidos no acidente.
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