segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Eleições 2026

Justiça Eleitoral manda Wilder Morais retirar banners com imagem de Bolsonaro

Wilder Morais terá de recolher banners com foto de Bolsonaro em Goiânia

Otavio Augustopor em
Justiça Eleitoral manda Wilder Morais retirar banners com imagem de Bolsonaro
Foto: Divulgação

A Justiça Eleitoral determinou que o candidato ao governo de Goiás pelo PL, Wilder Morais, retire de circulação materiais de propaganda eleitoral que utilizem a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi proferida em 18 de setembro pelo juiz Aldo Guilherme Saad Sabino de Freitas, da 135ª Zona Eleitoral de Goiânia.

A determinação surgiu após uma denúncia apresentada pelo aplicativo Pardal. O caso envolve um wind banner instalado na Avenida República do Líbano, esquina com a Rua João de Abreu, no Setor Oeste, em Goiânia.

A peça publicitária apresenta Wilder Morais e a candidata a vice-governadora Ana Paula Rezende, além do número 22. Na parte inferior, aparecem fotografias de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro acompanhadas dos dizeres “Presidente Flávio Bolsonaro, Vice Alfredo Gaspar”.

Bolsonaro
Foto: Divulgação

Decisão não questiona formato do banner

Na decisão, o juiz destacou que o formato utilizado na propaganda não é, por si só, irregular. A legislação eleitoral permite a utilização de wind banners em determinadas condições, conforme a Resolução TSE nº 23.610/2019 e a Lei nº 9.504/1997.

O magistrado também considerou que a legislação não estabelece, de forma geral, uma proibição ao uso da imagem de uma pessoa que não seja candidata.

 

 

 

O ponto analisado no processo, entretanto, está relacionado especificamente à utilização da imagem de Jair Bolsonaro. Segundo a decisão, o ex-presidente está com os direitos políticos suspensos em razão da condenação na Ação Penal 2.668, do Supremo Tribunal Federal.

O juiz citou ainda uma decisão liminar da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, de 16 de setembro. Naquele caso, a ministra determinou a suspensão do uso da imagem de Bolsonaro em materiais impressos de campanha quando a apresentação sugerir apoio político-eleitoral.

TSE já havia analisado uso da imagem

A decisão do TSE mencionada pelo juiz envolveu material de campanha do candidato Lucas Bove, em São Paulo. A peça apresentava a imagem de Jair Bolsonaro em destaque ao lado da fotografia, do nome e do número de urna do candidato.

 

 

 

Na avaliação da ministra Estela Aranha, a composição poderia transmitir ao eleitor a ideia de apoio político-eleitoral de Bolsonaro à candidatura. A decisão também considerou a determinação do STF que restringe manifestações político-eleitorais do ex-presidente, inclusive por terceiros.

A liminar do TSE, conforme as informações disponíveis sobre o caso, tratou de materiais impressos de campanha e não estabeleceu a mesma restrição para conteúdos publicados em redes sociais.

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Foto: Divulgação

No processo envolvendo Wilder Morais, o juiz eleitoral de Goiânia aplicou esse entendimento ao material instalado na capital goiana.

Material deverá ser recolhido em 48 horas

A decisão determina que Wilder Morais se abstenha imediatamente de produzir ou veicular novas propagandas que contenham a imagem de Jair Bolsonaro, especialmente em wind banners.

Além disso, o candidato deverá recolher, no prazo de 48 horas, todo o material que esteja nessa situação. Os banners deverão permanecer sob guarda do candidato ou do partido até o encerramento das eleições.

Wilder também terá de comprovar o cumprimento da determinação dentro do mesmo prazo. O juiz estabeleceu que o descumprimento poderá resultar em apuração por crime de desobediência.

A decisão ainda considera configurado o prévio conhecimento da propaganda, com base no artigo 40-B da Lei nº 9.504/1997.

Caso a conduta se repita, o candidato poderá ser alvo de uma representação eleitoral com pedido de aplicação de multa. O juiz ressaltou, porém, que o recolhimento do material dentro do prazo não impede eventual atuação do Ministério Público Eleitoral.

Após o cumprimento do prazo estabelecido, o processo deverá ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral para manifestação.

Campanha de Wilder Morais se manifesta

A campanha do candidato Wilder Morais informou que considera haver uma tentativa das candidaturas de oposição de excluir o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro do cenário político. Segundo a campanha, primeiro o PT teria ingressado com uma ação com base em uma decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes e, posteriormente, houve a denúncia apresentada pelo aplicativo Pardal.

A campanha também afirmou acreditar que as medidas fazem parte de uma ação articulada com o MDB.

“Tentaram silenciar o presidente Bolsonaro e agora tentam impedir que a gente continue o trabalho que ele começou. Mas os goianos sabem que a única candidatura verdadeiramente de direita, a única que é PL, que leva o número e a ideologia de Bolsonaro e a nossa candidatura. Goiás é o estado mais conservador do Brasil e está na hora do 22 governar Goiás”, declarou Wilder Morais.

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