Senado movimenta planos dos candidatos da base em Goiás para 2028 e 2030
Disputa por duas vagas também define possíveis caminhos de Gracinha Caiado, Gustavo Mendanha, Vanderlan Cardoso e Zacharias Calil após a eleição
Com 11 candidatos e duas vagas disponíveis, a disputa pelo Senado Federal em Goiás movimenta, além das campanhas dos postulantes à Casa Alta, as especulações sobre o futuro político dos nomes envolvidos na corrida eleitoral.
As pesquisas eleitorais indicam que os quatro candidatos da base governista e o deputado federal Gustavo Gayer (PL) são quem estão no páreo da corrida pelas duas cadeiras no Senado. Dos postulantes da base, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil) desponta como a favorita. Caso seja eleita, Gracinha será o principal elo institucional entre um eventual governo Daniel Vilela (MDB), caso o governador seja reeleito, e o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), já que o ex-governador pode continuar sem cargo a partir de janeiro de 2027.
O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), o deputado federal Zacharias Calil (MDB) e o senador Vanderlan Cardoso (PSD) aparecem empatados tecnicamente na maioria dos levantamentos eleitorais. Os candidatos disputam o segundo voto dentro da base.
Último nome da base a anunciar candidatura ao Senado, Mendanha já aparece entre os cotados para ser o nome governista em 2030 na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. Como Daniel Vilela (MDB) é candidato à reeleição, por ter assumido o governo em março após Caiado deixar o cargo para disputar a Presidência da República, o grupo palaciano já observa com atenção os nomes para representar a base em 2030.
Antes da disputa pela Casa Alta, o nome do ex-prefeito de Aparecida esteve entre os possíveis vices de Daniel na chapa governista. Apesar de filiado ao PRD, Mendanha também possui histórico no MDB. Uma votação expressiva no dia 4 de outubro colocaria o ex-prefeito de vez nas conversas para a próxima disputa eleitoral, em 2030.
Único candidato à reeleição, Vanderlan ainda aposta no trabalho de base nos municípios para conseguir um novo mandato no Senado. Caso não saia vitorioso das urnas, o parlamentar terá pela frente uma eleição municipal em 2028. Após três derrotas consecutivas na disputa pela Prefeitura de Goiânia, resta saber se o senador tentará o Executivo goianiense novamente.
Vanderlan chegou ao 2º turno em 2016 e 2020. Em 2024, após largar na dianteira das pesquisas, ficou em 5º lugar. Uma nova disputa pelo Executivo da Capital demandaria também um novo cálculo de rota política, já que a base governista tem o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) como candidato natural à reeleição em 2028.
Vale ressaltar que Vanderlan reatou a aliança política com o prefeito de Senador Canedo, Fernando Pellozo (União Brasil), que foi reeleito em 2024. Se não encontrar terreno fértil em Goiânia, o senador pode disputar a Prefeitura de Senador Canedo, onde já governou por dois mandatos, daqui a dois anos.
Suplente
Além disso, a esposa do candidato à reeleição, Izaura Cardoso (PSD), é a primeira suplente do senador e candidato ao governo estadual Wilder Morais (PL). Caso o liberal seja eleito, Izaura terá uma cadeira no Senado por pelo menos quatro anos.
Já Calil, caso não seja eleito, ficará sem mandato. Hoje na corrida pelo segundo voto e no páreo para também conquistar uma cadeira na Casa Alta, o emedebista também terá a disputa de 2028 pela frente caso não conquiste um mandato no Senado.
Para além dos cargos eletivos, Calil, que é um cirurgião pediátrico reconhecido mundialmente por separação de gêmeos siameses, também pode integrar uma nova gestão de Daniel, caso o governador seja reeleito.
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