Apenas 8,8% dos trabalhadores brasileiros eram sindicalizados em 2025, diz IBGE
Taxa de sindicalização cai e atinge menor nível desde 2012
A parcela da população ocupada associada a sindicatos caiu de 8,9% em 2024 para 8,8% em 2025. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua – características adicionais do mercado de trabalho 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23).
Apesar da variação de apenas 0,1 ponto percentual em um ano, o levantamento mostra uma diferença maior quando o resultado é comparado com o início da série histórica. Em 2012, 16,1% dos trabalhadores ocupados eram associados a sindicatos.
Assim, a taxa registrada em 2025 ficou 7,3 pontos percentuais abaixo da observada naquele ano.
Agricultura concentra maior taxa de sindicalização
Entre os grupos de atividade econômica analisados pelo IBGE, a maior taxa de sindicalização foi registrada na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.
Nesse grupo, 14,7% dos trabalhadores eram associados a sindicatos em 2025.
Na sequência, aparecem as atividades de administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde. A taxa de sindicalização nesse conjunto chegou a 14,6%.
A indústria ocupou a terceira posição, com 11,4% dos trabalhadores associados a sindicatos.

Os percentuais mostram diferenças na participação sindical conforme o setor de atividade econômica. No entanto, o levantamento apresentado não indica, no texto-base, os motivos para essas diferenças.
Brasil tinha 103 milhões de pessoas ocupadas
O levantamento do IBGE também mostra o tamanho do mercado de trabalho brasileiro em 2025.
O país tinha 103 milhões de pessoas ocupadas no ano passado. Desse total, 19,5 milhões trabalhavam no comércio e na reparação de veículos.
Esse grupo correspondia a 18,9% de toda a população ocupada.
A pesquisa também detalhou a posição dos trabalhadores na ocupação. A maior parte era formada por empregados.

Maioria era formada por empregados
Em 2025, 69% da população ocupada era formada por empregados.
Na sequência, 25,4% dos trabalhadores atuavam por conta própria. Outros 4,4% eram empregadores.
Já os trabalhadores familiares auxiliares representavam 1,2% da população ocupada.
Os dados ajudam a dimensionar a composição do mercado de trabalho brasileiro no mesmo período em que a taxa de sindicalização apresentou nova redução.
Dessa forma, o levantamento mostra que 8,8% dos trabalhadores ocupados estavam associados a sindicatos em 2025, enquanto a participação era de 16,1% em 2012.
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