segunda-feira, 19 de outubro de 2026
CINEMA E MÚSICA

Documentário registra nova fase do Linkin Park após morte de Chester Bennington; saiba o que esperar

“Unshatter”, dirigido pelo próprio integrante Joe Hahn, mostra os bastidores da reconstrução da banda após a morte de Chester Bennington em 2017 e a chegada da nova vocalista Emily Armstrong

Luana Avelarpor em
Linkin Park
Emily Armstrong em performance ao vivo. Foto: instagram

O retorno do Linkin Park aos palcos não aconteceu como simples retomada de uma carreira interrompida. Entre a morte de Chester Bennington, em 2017, e a chegada de uma nova formação, a banda precisou decidir se ainda havia um caminho possível adiante. É esse intervalo, feito de dúvida, ensaio e reconstrução, que o documentário Linkin Park: Unshatter leva aos cinemas a partir desta quarta-feira (30).

Dirigido por Joe Hahn, DJ e integrante do grupo, o filme acompanha conversas e sessões de estúdio iniciadas em 2022 e as intercala com imagens do show realizado em São Paulo, em 15 de novembro de 2024. A apresentação marcou uma etapa decisiva da volta: naquele mesmo dia, a banda lançava mundialmente From Zero, primeiro álbum dessa nova fase.

A reformulação trouxe Emily Armstrong aos vocais e Colin Brittain à bateria. A entrada dos dois colocou o grupo diante de um desafio delicado: incorporar novas vozes sem apagar uma história construída ao longo de mais de duas décadas. No filme, a preparação aparece menos como substituição e mais como tentativa de encontrar outra dinâmica para o Linkin Park.

O show brasileiro funciona como prova pública dessa reconstrução. Canções da fase clássica dividem espaço com faixas recentes, enquanto a plateia de São Paulo ocupa papel importante no registro. A recepção calorosa dos fãs ajuda a transformar a apresentação em um ponto de chegada para um processo que, até então, vinha sendo vivido principalmente dentro da banda.

A escolha do Brasil também não foi casual. O espetáculo coincidiu com o lançamento de From Zero e reuniu um público que já cantava as músicas novas, aproximando passado e presente em uma mesma noite. Para a narrativa do documentário, o estádio oferece algo que os bastidores não poderiam entregar sozinho: a resposta imediata de milhares de pessoas à nova formação.

Unshatter também reúne imagens inéditas de ensaios, gravações e momentos fora do palco. O material amplia a dimensão do retorno ao mostrar que a reinvenção não ocorreu de uma vez, mas em pequenas decisões acumuladas ao longo dos últimos anos.

Na sexta-feira (25), o grupo lançou ainda a trilha sonora Unshatter: Live in São Paulo, com performances do show e gravações exclusivas. Mais do que registrar uma volta, o documentário acompanha uma banda tentando descobrir como seguir adiante sem fingir que a ausência que a transformou deixou de existir.

A estreia mundial transforma esse processo privado de reconstrução em memória compartilhada com o público.

LEIA MAIS:

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:
cinema Documentário LINKIN PARK Morte Música

Veja também