Terremoto desperta vulcão adormecido há quase 500 anos; veja o vídeo
Satélite da Nasa registrou o avanço da lava no Krasheninnikov, que voltou a entrar em erupção depois de forte tremor na Rússia
Um terremoto de magnitude 8,8 pode ter sido responsável por “despertar” um vulcão que estava adormecido havia quase 500 anos na Rússia. O Krasheninnikov, localizado na Península de Kamchatka, voltou a entrar em erupção depois do forte abalo sísmico registrado na costa do país em julho de 2025.
O vulcão não apresentava uma erupção desde aproximadamente 1550. Após o terremoto, começou a expelir grande quantidade de lava e material rochoso derretido. A proximidade entre os dois acontecimentos levou cientistas a investigarem se as vibrações provocadas pelo tremor contribuíram para reativar a estrutura.
Embora o terremoto tenha acontecido pouco antes da erupção, a relação entre os fenômenos é apresentada como uma possibilidade científica. Pesquisadores analisam de que maneira as ondas sísmicas podem ter alterado as condições do magma acumulado no interior do vulcão.
As mudanças provocadas pela erupção estão sendo acompanhadas pela missão NISAR, uma parceria entre a Nasa e a agência espacial da Índia. O satélite utilizado no trabalho é equipado com uma tecnologia de radar capaz de observar detalhadamente as transformações na superfície terrestre.
Veja o vídeo:
Lava transborda e avança pela encosta
Os registros feitos entre dezembro de 2025 e agosto de 2026 foram organizados em um vídeo acelerado. Nas imagens, é possível observar a lava preenchendo inicialmente a parte mais profunda do vulcão. Depois, o material transborda e avança pela encosta, formando uma espécie de leque.
O principal fluxo de lava segue em direção ao leste. Os registros também revelaram um segundo caminho de material vulcânico na direção noroeste. Essa descoberta indica que o Krasheninnikov já havia começado a liberar lava antes da primeira imagem utilizada na sequência divulgada.
O satélite passa sobre o vulcão duas vezes a cada período de 12 dias. Por utilizar um sistema de radar, o equipamento consegue produzir registros mesmo durante a noite ou quando a área está encoberta por nuvens.
Em vez de tirar fotografias convencionais, o NISAR envia milhares de sinais de micro-ondas por segundo em direção ao solo. O equipamento mede como esses sinais atingem a superfície e retornam. Depois, computadores transformam as informações coletadas em imagens de alta resolução.
Nos registros divulgados, a lava aparece mais clara do que a neve e o terreno ao redor. Isso ocorre porque a superfície formada pelo material vulcânico reflete com maior intensidade o sinal emitido pelo radar.
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