Vereadores de Goiânia arrecadaram R$ 11,6 milhões para as campanhas
Dos 17 parlamentares que disputam as eleições, seis concorrem à Câmara dos Deputados, dez à Alego e um ao Senado; recursos partidários são principal fonte de financiamento
Os vereadores de Goiânia que disputam as eleições deste ano já arrecadaram R$ 11,6 milhões para as suas campanhas. Os 17 parlamentares constam no levantamento do O HOJE, feito a partir dos dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e já registraram R$ 7,44 milhões em despesas eleitorais.
A maior parte dos recursos são doações partidárias. Somados os valores das legendas informados nas prestações de contas, pelo menos R$ 8,14 milhões foram destinados pelas direções nacionais ou estaduais às campanhas dos vereadores. O financiamento próprio também aparece de forma recorrente. Ao todo, os candidatos declararam R$ 614,8 mil em recursos do próprio bolso.
Entre os 17 nomes, seis disputam uma vaga de deputado federal, dez concorrem à Assembleia Legislativa de Goiás e um, Oséias Varão (PL), disputa o Senado. O candidato que mais arrecadou até agora é Lucas Vergílio (MDB), com R$ 2,44 milhões. Na sequência aparecem Aava Santiago (PSB), com R$ 1,48 milhão, Major Vitor Hugo (PL), com R$ 1,19 milhão, e Sanches da Federal (PP), com R$ 1,01 milhão.
Vergílio recebeu R$ 1,6 milhão da direção nacional do MDB, enquanto Aava teve R$ 1,35 milhão repassado pelo PSB estadual. Major Vitor Hugo recebeu R$ 1,03 milhão do PL nacional e Sanches da Federal teve R$ 1 milhão destinado pela direção nacional do PP.
Entre os candidatos a deputado estadual, Coronel Urzêda (PL) recebeu R$ 400 mil do PL nacional e aportou R$ 100 mil. Willian Veloso (PL) recebeu R$ 400 mil do partido e outros R$ 100 mil do próprio Urzeda. Welton Lemos (Novo) arrecadou R$ 251 mil, enquanto Cabo Senna (Mobiliza) chegou a R$ 246 mil, dos quais R$ 127 mil são recursos próprios.
Aliás, o uso de dinheiro dos próprios candidatos aparece em pelo menos dez das campanhas analisadas. Além de Senna e Urzeda, Lucas Kitão (Mobiliza), com R$ 100 mil; Bessa (Mobiliza), R$ 77 mil; e Sargento Novandir (Democrata), R$ 74 mil, lideram no ranking de aportes com recursos próprios.
Também aparecem recursos próprios nas campanhas de Fabrício Rosa (PT), R$ 48 mil; Kátia (PT), R$ 30 mil; Welton Lemos (Novo), R$ 25 mil; Vergílio, R$ 13,8 mil; Major Vitor Hugo e Professor Edward (PT), com R$ 10 mil cada.
Aava recebe de doadora de Lula
A campanha de Aava Santiago também chama atenção pela origem de parte das doações. Além dos R$ 1,35 milhão recebidos do PSB estadual, a candidata recebeu R$ 60 mil da escritora Beatriz Sawaya Botelho Bracher.
A financiadora é filha do ex-presidente do Banco Central, Fernão Bracher, que fundou o Banco BBA e foi adquirido pelo Itaú em 2002. Beatriz foi a terceira maior doadora da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.
No caso de Aava, a doação de R$ 60 mil representa uma parcela menor do total arrecadado pela candidata, que chegou a R$ 1,48 milhão. A campanha já registrou R$ 1,12 milhão em despesas, sendo R$ 735 mil destinados a doações para outros candidatos.
Urzêda doa para colegas de chapa
Urzêda também aparece em uma situação particular na prestação de contas. Além dos R$ 535,9 mil arrecadados para a própria campanha, o parlamentar do PL registrou R$ 340 mil em doações para outros candidatos.
Parte desses recursos foi destinada a colegas da bancada do partido na Câmara Municipal que também são candidatos neste ano. Veloso recebeu R$ 100 mil de Urzeda, enquanto Oséias Varão recebeu R$ 40 mil.
Vale ressaltar que as prestações de contas ainda são parciais e os valores podem sofrer alterações com novas declarações ou retificações encaminhadas à Justiça Eleitoral.
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