Logo após desistência de Flávio Bolsonaro, Globo cancela debate presidencial
Encontro estava marcado para esta quinta-feira (1º), mas mudanças na composição e decisões judiciais alteraram os planos da emissora
O debate presidencial da TV Globo estava marcado para esta quinta-feira (1º), mas quem esperava acompanhar o último encontro entre os candidatos antes do primeiro turno acabou ficando sem o programa. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia confirmado que não participaria e, horas antes do horário previsto para o evento, Flávio Bolsonaro (PL) também anunciou a desistência. Com as duas ausências, a emissora cancelou o debate.
O debate estava marcado para as 21h30 e seria realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. O primeiro turno das eleições está marcado para domingo (4). O calendário eleitoral estabeleceu esta quinta-feira como último dia para a realização de debates em rádio e televisão.
A desistência de Flávio ocorreu depois de decisões judiciais que alteraram as regras inicialmente previstas para o programa. Em uma publicação nas redes sociais, o candidato do PL afirmou que havia decidido não comparecer por causa de uma suposta “censura” imposta ao evento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Flávio anunciou, poucas horas antes, que não participaria
Flávio Bolsonaro havia confirmado anteriormente a participação no debate. Na noite desta quinta-feira, porém, o candidato mudou de posição e comunicou a desistência.
“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes”, escreveu Flávio.
A manifestação ocorreu após uma decisão da ministra Estela Aranha, do TSE. A magistrada determinou que a Globo não poderia destacar uma cadeira vazia com a identificação de um candidato que não comparecesse ao programa.
A decisão também proibiu perguntas direcionadas especificamente a um candidato ausente. A medida suspendeu parte das regras que estavam previstas no regulamento do debate.
A ministra considerou que a participação dos candidatos no debate é facultativa. A decisão ainda deverá ser submetida ao plenário do TSE.
Renan Santos havia sido autorizado a participar
Outra decisão judicial havia alterado a composição do debate antes do anúncio do cancelamento. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Renan Santos (Missão) poderia participar do encontro.
A ordem estabeleceu que Renan tivesse as mesmas condições de tempo, perguntas e posição destinadas aos demais candidatos. A Globo também deveria credenciar a equipe do candidato, com possibilidade de adaptações na dinâmica do programa.
Na decisão, Gilmar Mendes apontou que Renan ocuparia a vaga aberta pela ausência de Lula. O ministro também considerou um critério utilizado pela própria Globo para definir a participação de candidatos no debate.
Renan aparecia com 3% das intenções de voto em uma pesquisa Quaest entre os candidatos que não tinham participação obrigatória, conforme registrado na decisão.
Antes dessas mudanças, o debate tinha previsão de participação de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). Lula já havia comunicado à emissora que não participaria do encontro.
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