Outubro terá chuva de meteoros do cometa Halley; confira as datas e onde poderá ser visto
Este mês terá uma sequência de fenômenos que poderá ser acompanhada do Brasil, com opções de observação a olho nu e outras que exigem equipamentos
Outubro terá uma programação movimentada no céu. Entre os principais fenômenos astronômicos do mês estão a oposição de Saturno, a passagem de Mercúrio por uma posição favorável de observação e a chuva de meteoros Oriônidas, formada por fragmentos deixados pelo cometa Halley.
O primeiro destaque ocorre neste domingo, 4 de outubro, quando Saturno estará em oposição. O fenômeno acontece quando a Terra fica posicionada entre o Sol e o planeta dos anéis.
Com isso, Saturno estará mais próximo da Terra e alcançará o maior brilho de 2026. O planeta poderá ser identificado a olho nu como um ponto luminoso no céu noturno.
Saturno terá maior brilho do ano
No dia 4 de outubro, Saturno estará a aproximadamente 1,26 bilhão de quilômetros da Terra e chegará à magnitude 0,3. A oposição também fará com que o planeta permaneça visível durante grande parte da noite.
Quem tiver acesso a um telescópio poderá observar os anéis de Saturno. A estrutura é formada principalmente por partículas de gelo e rocha e reflete a luz do Sol.
Os anéis também estão voltando gradualmente a aparecer mais inclinados para quem observa a partir da Terra, após o alinhamento ocorrido em 2025.
Além disso, não será necessário observar o planeta apenas no dia 4. Saturno permanecerá em boas condições de visibilidade durante outubro e continuará aparecendo no céu noturno nos meses seguintes.
Outro fenômeno do mês envolve Mercúrio. No dia 12, o planeta chegará à maior elongação leste, quando estará na maior distância aparente do Sol no céu durante essa passagem.
Mercúrio ficará aproximadamente 25 graus afastado do Sol e poderá ser procurado pouco depois do pôr do sol, na direção oeste. Para quem está no Hemisfério Sul, a ocasião será a melhor aparição de Mercúrio no céu noturno de 2026.
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Chuva de meteoros terá fragmentos do cometa Halley
Entre os dias 21 e 23 de outubro, a atenção se volta para as Oriônidas. A chuva de meteoros é formada por partículas deixadas pelo cometa Halley ao longo de suas passagens pelo Sistema Solar.
Quando a Terra atravessa essa região, pequenos fragmentos entram em alta velocidade na atmosfera. O atrito faz com que as partículas aqueçam e produzam os rastros luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes.
A International Meteor Organization aponta a noite de 21 de outubro como referência para o pico. Outras previsões astronômicas indicam variações de algumas horas ou dias. Por isso, as madrugadas entre 21 e 23 de outubro são indicadas para a observação.
Em condições ideais, as Oriônidas costumam produzir entre 10 e 20 meteoros por hora. Neste ano, porém, a luminosidade da Lua poderá dificultar a visualização de parte dos meteoros.
A melhor janela ocorre nas horas que antecedem o amanhecer, principalmente quando a Lua estiver mais baixa no horizonte ou já tiver desaparecido.
Para acompanhar o fenômeno, a recomendação é buscar um local afastado das luzes das cidades e com uma área ampla de céu aberto. Não é necessário utilizar telescópio ou binóculos.
Veja as principais datas de outubro:
1º de outubro: Lua próxima das Plêiades e das estrelas Aldebaran e Capella.
4 de outubro: Saturno entra em oposição e atinge o maior brilho de 2026.
12 de outubro: Mercúrio chega à maior elongação leste e ganha condições favoráveis de observação no Hemisfério Sul.
21 a 23 de outubro: período indicado para acompanhar o pico das Oriônidas, chuva de meteoros formada por detritos do cometa Halley.
26 de outubro: Lua Cheia.
Como observar os fenômenos
Saturno e Mercúrio podem ser vistos a olho nu, desde que o céu esteja com boas condições de observação. No caso de Saturno, equipamentos de ampliação permitem visualizar os anéis.
Já para as Oriônidas, telescópios e binóculos não são necessários. O mais importante é encontrar um ponto com pouca iluminação artificial e visão ampla do céu.
Também é recomendado permanecer alguns minutos no local antes de iniciar a observação. A adaptação dos olhos à escuridão facilita a identificação dos meteoros mais fracos.
Durante a madrugada, vale evitar a exposição a telas de celulares e outras fontes de luz, que podem atrapalhar a adaptação à baixa luminosidade.
As Oriônidas parecem partir da direção da constelação de Órion, mas os meteoros podem surgir em diferentes regiões do céu. Por isso, não é necessário manter o olhar fixo em um único ponto.
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