PF procura Fachin após encontrar mensagens de Vorcaro com citações a ministros do STF
Polícia Federal quer orientações do presidente do STF sobre como tratar referências a ministros da Corte localizadas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro
A Polícia Federal aguarda uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para definir como deverá proceder diante das mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O material apreendido durante as investigações contém referências aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
O encontro foi solicitado pela própria PF, que pretende receber orientações sobre o tratamento que deverá ser dado às informações. Até o momento, porém, o gabinete de Fachin ainda não marcou a reunião. A definição é aguardada porque o material envolve menções a integrantes do próprio Supremo e está inserido nas investigações relacionadas ao chamado Caso Master.
A intenção da Polícia Federal é esclarecer qual procedimento deve ser adotado em relação ao conteúdo extraído do aparelho de Vorcaro. Entre as possibilidades que estão sendo consideradas estão o descarte do material, a elaboração de um relatório específico ou a separação das referências aos ministros para posterior encaminhamento, sem uma análise conjunta.
A decisão sobre o encaminhamento deverá ser tomada após a conversa com Fachin. O caso está sob responsabilidade do presidente do STF desde que ele determinou para si as apurações envolvendo o chamado Caso Master e as informações relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes.
Mensagens citam cinco ministros
A análise do celular de Daniel Vorcaro identificou menções a cinco integrantes do Supremo: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
O conteúdo passou a integrar o contexto das investigações que envolvem o Banco Master e também as informações relacionadas às interações atribuídas ao ex-banqueiro com integrantes da Corte. A existência das citações, por si só, não estabelece irregularidade por parte dos ministros mencionados.
A PF busca justamente definir como essas referências devem ser tratadas dentro da investigação, levando em consideração que envolvem integrantes do tribunal responsável por analisar parte das questões relacionadas ao caso.
A situação chegou ao gabinete de Edson Fachin depois que o ministro assumiu as apurações referentes ao Caso Master e às questões envolvendo Alexandre de Moraes. A movimentação ocorre em meio às discussões dentro do Supremo sobre o conteúdo localizado no telefone de Vorcaro.
A reunião com a Polícia Federal ainda depende de agendamento. Até que isso ocorra, não há uma definição pública sobre qual será o destino das mensagens que citam os ministros.
O objetivo da conversa, segundo as informações divulgadas, é estabelecer um procedimento para que a PF saiba como lidar com o material: se deverá produzir um relatório, descartar determinadas informações ou apenas separar as menções aos integrantes do Supremo para encaminhamento posterior.
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