Christa Pike: chefe prisional pede demissão após condenada sobreviver a duas doses de injeção letal
Condenada à morte por crime cometido aos 18 anos, Pike sobreviveu a duas doses de injeção letal; estado já havia interrompido outra execução em maio por dificuldade de acesso venoso
O chefe do sistema prisional do Tennessee renunciou ao cargo dias após a execução de Christa Pike não ter sido concluída. Frank Strada declarou em comunicado neste sábado (3) que o desligamento “é o melhor para o estado” e classificou a investigação em andamento sobre o incidente como “totalmente apropriada e necessária”. O governador Bill Lee agradeceu pelos serviços prestados e anunciou que um comissário interino será nomeado em breve.
Condenada à pena de morte pelo assassinato de Colleen Slemmer em 1995, Pike aguardava a sentença há 30 anos no corredor da morte. Na última quarta-feira (30), ela sobreviveu a duas doses de injeção letal e precisou ser transferida para uma unidade médica. Seria a primeira mulher executada no Tennessee em 200 anos.
A execução de Pike foi a segunda malsucedida no estado. Em maio, a de Tony Carruthers havia sido interrompida após as autoridades tentarem, sem sucesso, acesso venoso por mais de uma hora e meia. Strada era responsável por supervisionar as execuções estaduais.
Pike e o então namorado foram condenados pelo assassinato e tortura de Slemmer, colega de turma de 19 anos, quando Pike tinha 18 anos. Em vídeo, ela falou sobre arrependimento. “Estou muito arrependida agora. No começo, quando fui acusada, não estava. Eu não me importava com o que tinha feito ou a quem tinha feito. O horror da dor que causei à família dela, à minha família… Eu afetei este mundo de uma forma tão negativa, quando tudo o que eu sempre quis foi cuidar das pessoas e espalhar amor”, disse.
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