Diretor do ConJur, jornalista Márcio Chaer morre aos 71 anos em SP
Jornalista teve uma trajetória marcada pela cobertura especializada do Poder Judiciário e recebeu homenagens de autoridades após a morte
O jornalista Márcio Chaer morreu neste sábado (3), em São Paulo, após sofrer um infarto enquanto perseguia um ladrão nas proximidades da Estação Armênia, na região central da cidade. Chaer tinha 71 anos e era diretor executivo e fundador da revista eletrônica Consultor Jurídico (ConJur).
Segundo informações apuradas pela imprensa, o jornalista estava dentro de um veículo quando teve o celular furtado. Após o crime, Chaer saiu em perseguição ao suspeito na tentativa de recuperar o aparelho.
A ocorrência aconteceu na Avenida Pedro Vicente. Durante a perseguição, Chaer passou mal e caiu na rua. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas constatou a morte ainda no local.
A Polícia Militar informou que busca imagens de câmeras de segurança para auxiliar na identificação dos envolvidos. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) também informou que solicitou perícia e exames ao Instituto Médico Legal (IML).
A ocorrência foi registrada no 8º Distrito Policial (Brás).
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Carreira dedicada ao jornalismo jurídico
Márcio Chaer fundou o Consultor Jurídico em 1997, após atuar em veículos de imprensa. A publicação se tornou especializada na cobertura do Poder Judiciário, da advocacia e de temas relacionados ao Direito.
A morte provocou manifestações de autoridades, ministros, representantes do Ministério Público e entidades ligadas ao setor jurídico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte e destacou a atuação de Chaer durante períodos de grande repercussão nacional. “Defensor inegociável do Estado Democrático de Direito, Chaer pautou sua atuação jornalística na coragem e no sentimento de justiça”, declarou.
O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também publicou uma manifestação. Para Messias, Chaer foi um “importante difusor da cultura jurídica nacional”.
A direção do ConJur também divulgou uma nota sobre a morte do fundador. A publicação afirmou que Chaer construiu uma trajetória em grandes veículos de imprensa antes de criar a revista jurídica.
Ministros e entidades lamentam morte
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, classificou Chaer como um profissional dedicado à cobertura especializada da Justiça. Fachin afirmou que o jornalista deixou uma contribuição ao jornalismo voltado ao Poder Judiciário.
O ministro Cristiano Zanin destacou os quase 30 anos de atuação do ConJur na cobertura dos tribunais e da advocacia. Já Gilmar Mendes afirmou que recebeu a notícia com “profunda tristeza” e descreveu Chaer como um defensor das instituições.
Dias Toffoli também se manifestou e chamou Chaer de “um amigo certo das horas incertas”. Alexandre de Moraes afirmou que o jornalista representava “o melhor do jornalismo, com inteligência, seriedade, competência e independência”.
Além dos ministros do STF, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal, ministro Luis Felipe Salomão, lamentou a morte. Salomão afirmou que Chaer teve atuação importante na cobertura do Poder Judiciário.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também divulgou uma manifestação. Gonet afirmou que o trabalho de Chaer alcançou profissionais do jornalismo, da magistratura, do Ministério Público, da advocacia e da academia.
A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) declarou que o jornalista contribuiu para a cobertura do sistema de Justiça e para a divulgação de informações relacionadas ao Direito e às instituições.
A Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo também lamentou a morte e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão de Márcio Chaer.
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