sábado, 10 de outubro de 2026
Gastos eleitorais

Flávio e Lula gastam R$ 130,8 milhões nas campanhas do primeiro turno

Campanha de Flávio registrou R$ 65,19 milhões em despesas, enquanto a de Lula declarou R$ 65,6 milhões; limite para os dois turnos é de R$ 133 milhões por candidato.

Otavio Augustopor em
Flávio e Lula gastam R$ 130,8 milhões nas campanhas do primeiro turno
Foto: Divulgação

As campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registraram juntas R$ 130,8 milhões em despesas no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Os dados disponíveis na base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que Flávio declarou R$ 65,19 milhões em gastos, enquanto Lula informou despesas de R$ 65,6 milhões.

Os valores correspondem às informações apresentadas pelas campanhas até o período indicado no levantamento. No caso de Lula, os dados incluem atualizações realizadas até segunda-feira (5).

Embora os dois candidatos tenham registrado despesas em patamares semelhantes, as campanhas adotaram estratégias diferentes para divulgar as candidaturas. Além disso, os valores arrecadados e os pagamentos efetuados apresentam diferenças entre os concorrentes.

Pelas regras eleitorais citadas no levantamento, cada candidato pode gastar até R$ 133 milhões, considerando o primeiro e o segundo turno. Para a primeira etapa da disputa, o limite individual foi de R$ 88,9 milhões.

 

 

 

Serviços contratados concentram a maior parte das despesas

A principal categoria de gastos das duas campanhas foi a de serviços prestados por terceiros. Essa classificação reúne diferentes tipos de serviços contratados para as atividades eleitorais.

A campanha de Flávio Bolsonaro declarou R$ 39,6 milhões nessa categoria. Já a equipe de Lula registrou R$ 40,7 milhões. Portanto, os dois candidatos destinaram a maior parte das despesas informadas a esse tipo de contratação.

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Foto: Divulgação

Os serviços advocatícios também representaram uma parcela relevante dos gastos. A campanha de Lula declarou R$ 4,02 milhões nessa área, enquanto a de Flávio Bolsonaro informou despesas de R$ 3,33 milhões.

Além disso, os registros mostram diferenças na distribuição dos recursos destinados à publicidade. Enquanto Flávio concentrou parte dos investimentos no impulsionamento digital, Lula destinou mais recursos à divulgação de materiais físicos.

Flávio investe mais em impulsionamento digital

A campanha de Flávio Bolsonaro declarou R$ 9 milhões em despesas com impulsionamento digital. Desse total, R$ 8 milhões foram registrados nos 11 dias anteriores à votação do primeiro turno.

O candidato também destinou R$ 3,14 milhões à publicidade por adesivos. Os gastos com materiais impressos somaram R$ 57,6 mil.

 

 

 

A campanha de Lula, por sua vez, declarou R$ 2,69 milhões em impulsionamento digital. Na divulgação física, os gastos chegaram a R$ 3,86 milhões com publicidade por adesivos e a R$ 3,04 milhões com materiais impressos.

Os dados mostram, portanto, diferenças na escolha dos canais de divulgação. Flávio registrou despesas maiores com impulsionamento digital, enquanto Lula declarou valores superiores nas duas categorias de publicidade física.

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Foto: Divulgação

Lula arrecada mais, mas ainda não pagou todas as despesas

As receitas declaradas também apresentam diferenças entre as campanhas. Lula arrecadou R$ 87,6 milhões, enquanto Flávio Bolsonaro informou receitas de R$ 70,67 milhões.

No caso do presidente, a maior parte dos recursos veio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que respondeu por R$ 85 milhões. A campanha também declarou R$ 2,17 milhões em doações e R$ 150 mil provenientes do fundo partidário.

Já Flávio Bolsonaro recebeu R$ 47 milhões do FEFC, R$ 10,26 milhões em doações de campanha e R$ 9,65 milhões do fundo partidário. Os valores informados para essas três fontes somam R$ 66,91 milhões, abaixo da receita total declarada de R$ 70,67 milhões.

Apesar de registrar R$ 65,6 milhões em despesas, a campanha de Lula havia efetuado pagamentos de R$ 34,8 milhões, o equivalente a aproximadamente 53% do total informado. Assim, parte das despesas ainda não havia sido paga no momento considerado pelo levantamento.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, registrou despesas cerca de R$ 5,47 milhões inferiores ao total arrecadado, segundo os dados apresentados.

Campanhas ainda precisam prestar contas do segundo turno

O calendário eleitoral prevê prazos específicos para a prestação de contas das despesas de cada etapa da disputa. Segundo o levantamento, os candidatos devem apresentar as contas referentes ao primeiro turno entre 5 de outubro e 3 de novembro.

Já as despesas do segundo turno deverão ser declaradas entre 26 de outubro e 14 de novembro.

Os valores registrados até agora representam, portanto, apenas parte das despesas das campanhas presidenciais. Como Lula e Flávio Bolsonaro seguem na disputa, os gastos da segunda etapa também deverão integrar a prestação de contas à Justiça Eleitoral.

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