Mabel aposta na reestruturação do IMAS para ampliar atendimentos e promete dobrar consultas em Goiânia
Prefeito defende centralização de serviços, profissionalização da gestão e redução de custos; apesar da expectativa de melhora, instituto ainda precisa demonstrar que as mudanças serão suficientes para atender à demanda dos servidores municipais
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, aposta na reestruturação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS) para ampliar a capacidade de atendimento aos beneficiários e melhorar a assistência oferecida pelo órgão. Durante visita ao Hospital Santa Maria, nesta sexta-feira (16), o prefeito afirmou que a estratégia envolve a reorganização da gestão, a ampliação da oferta de consultas e exames e a concentração de diferentes especialidades em um mesmo local. A expectativa anunciada por ele é dobrar o número de atendimentos, com mudanças operacionais e maior controle dos custos.
A proposta tem como um dos eixos a parceria com o Hospital Santa Maria, que, segundo Mabel, está investindo na ampliação da estrutura para receber os usuários do instituto. A intenção é reduzir o deslocamento dos pacientes entre diferentes unidades e facilitar a realização de consultas, exames e encaminhamentos. “A pessoa vem aqui, ela já pega um médico, tem um especialista naquele problema que ela tem, já faz os exames exatamente que precisam ser feitos e não sai daqui da cidade toda fazendo exame”, afirmou o prefeito. A unidade também oferece atendimento em diferentes especialidades, incluindo cardiologia, e deverá funcionar como um ponto de referência para os beneficiários do IMAS.
Gestão e atendimento no centro da reestruturação
A mudança na organização dos serviços ocorre em paralelo à entrada da empresa Total na administração do instituto. Mabel afirmou que o contrato já foi assinado e que a transição está em andamento, após ajustes relacionados ao processo de contratação. De acordo com ele, a experiência da empresa e a adoção de novos sistemas de controle devem contribuir para aprimorar a auditoria, a relação com os prestadores e a gestão dos recursos. O prefeito também afirmou que espera aumentar a quantidade de atendimentos sem que a expansão represente apenas uma elevação proporcional das despesas. “A redução do custo é aumentar muito o número de atendimento”, declarou.
A meta anunciada é ambiciosa diante do diagnóstico apresentado pelo próprio prefeito. Segundo Mabel, o instituto vinha operando com limitações financeiras que dificultavam o atendimento de todas as necessidades dos beneficiários. Ele afirmou que a reestruturação financeira está praticamente concluída e que o déficit atual seria menor do que o registrado anteriormente, mas reconheceu que o controle das despesas, isoladamente, não resolve o problema da assistência. A estratégia, segundo ele, também prevê novos aportes da prefeitura e uma revisão das condições de funcionamento do instituto. O desafio será transformar a reorganização administrativa em melhorias concretas para quem depende do serviço, especialmente em relação à disponibilidade de especialistas, à realização de exames e ao tempo de espera.
Prefeito descarta fechamento, mas condiciona futuro do instituto a mudanças
Embora tenha afirmado que não pretende encerrar o IMAS, Mabel reconheceu que a continuidade do modelo depende dos resultados da reestruturação e da aprovação de mudanças necessárias ao funcionamento do órgão. O prefeito criticou a condução do instituto ao longo dos anos e defendeu uma gestão menos sujeita a interferências políticas e mais orientada por critérios técnicos. “Nós estamos tirando esse componente político do IMAS, nós estamos colocando uma profissionalização no IMAS muito forte”, afirmou. Ele também mencionou a possibilidade de encerramento caso as medidas propostas não avancem ou não produzam os resultados esperados, argumentando que os recursos públicos destinados ao instituto precisam garantir um atendimento efetivo aos usuários.
A declaração expõe o peso da aposta feita pela prefeitura. Ao mesmo tempo em que apresenta a profissionalização e a ampliação da rede como caminhos para recuperar a capacidade de atendimento, o prefeito admite que o modelo precisa ser revisto para continuar funcionando. Mabel disse acreditar que o instituto será reorganizado e descartou, como cenário esperado, o fechamento. “Eu não tenho dúvida não que nós não vamos fechar o IMAS não. Nós vamos arrumar ele”, declarou.
Atendimento centralizado começa a funcionar
Segundo o prefeito, as consultas no Hospital Santa Maria já começaram a ser disponibilizadas, e as medidas de reorganização devem ocorrer de forma imediata. A proposta é ampliar gradualmente a capacidade da unidade e integrar consultas, exames e atendimento especializado, reduzindo etapas que hoje podem dificultar a assistência. Mabel afirmou que a prefeitura espera alcançar o dobro de atendimentos com a nova gestão e com a revisão dos processos internos, embora não tenha detalhado um cronograma para atingir essa meta nem apresentado indicadores que permitam medir o resultado esperado.
O IMAS atende aproximadamente 70 mil pessoas, conforme os números citados pelo prefeito, o que dá dimensão ao alcance das mudanças anunciadas. Para os beneficiários, a efetividade da reestruturação dependerá menos das alterações administrativas em si e mais da capacidade de conseguir consultas, realizar exames e dar continuidade aos tratamentos sem enfrentar obstáculos excessivos. A aposta de Mabel é que a combinação entre gestão profissionalizada, ampliação da estrutura e melhor utilização dos recursos consiga mudar a experiência dos usuários. O resultado, porém, dependerá da execução das medidas e da comprovação de que o aumento prometido no volume de atendimentos virá acompanhado de uma assistência mais acessível e resolutiva.
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