Polícia encontra fábrica clandestina de whisky em Goiânia
Cerca de 600 garrafas foram apreendidas no Real Conquista; bebidas mais baratas recebiam rótulos e selos de marcas mais caras.
Cerca de 600 garrafas de whisky prontas para comercialização foram apreendidas pela Polícia Militar em uma residência no bairro Real Conquista, em Goiânia. O imóvel era utilizado como laboratório clandestino para falsificar bebidas alcoólicas. Durante a ocorrência, a equipe das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) também encontrou garrafas vazias, rótulos, selos e lacres. Um homem foi levado à delegacia.
A descoberta ocorreu após uma abordagem durante patrulhamento tático. Os policiais encontraram garrafas de whisky e rótulos soltos em um veículo considerado suspeito. O material levou a equipe a realizar diligências, que resultaram na localização do imóvel usado na preparação das bebidas.
Bebidas mais baratas eram colocadas em garrafas de whisky caro
Imagens divulgadas pela Rotam mostram o homem explicando como fazia a falsificação. Segundo o relato registrado no vídeo, ele comprava bebidas de marcas mais baratas, transferia quase todo o conteúdo para garrafas de whisky mais caro e, depois, trocava os rótulos e adicionava selos para simular produtos originais.
Na gravação, ele afirma que pagava R$ 15 por uma das bebidas e R$ 28 por outra. As garrafas preparadas para parecer whisky de maior valor seriam vendidas por preços entre R$ 50 e R$ 60. O homem também diz que não acrescentava água ao conteúdo.
No local, além das garrafas cheias, foram encontrados recipientes vazios e materiais utilizados para modificar a identificação dos produtos. A apreensão, segundo a Polícia Militar, atingiu diferentes etapas da atividade clandestina.
Prejuízo estimado em R$ 50 mil
A Rotam estima que a ação tenha causado um prejuízo de R$ 50 mil à atividade criminosa. Um homem foi conduzido à delegacia, e as circunstâncias da ocorrência serão apuradas pelas autoridades competentes.
A falsificação de bebidas pode representar riscos aos consumidores, já que a procedência e a composição do conteúdo não são garantidas. A investigação deverá esclarecer a origem dos produtos e as possíveis responsabilidades criminais relacionadas ao caso.
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