Celina Leão pede que professores suspendam paralisação antes da eleição no DF
Governadora diz estar aberta a negociar reivindicações da categoria e afirma que a interrupção das aulas prejudicará a comunidade escolar
A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), pediu ao Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) que reveja a paralisação convocada para quarta-feira (21), quatro dias antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). A declaração foi feita nesta segunda-feira (19), durante uma caminhada de campanha no Pôr do Sol.
Celina afirmou que a mobilização pode colocar os profissionais em uma situação de confronto às vésperas da votação. A governadora reconheceu que os professores têm reivindicações e declarou estar disposta a negociar com a categoria.
“Eu faço um apelo ao sindicato para que não faça uma paralisação quatro dias antes da eleição. É muito ruim, coloca a categoria toda numa situação de muito confronto”, afirmou.
Sindicato convoca ato no Buriti
A paralisação está marcada para as 9h de quarta-feira, na Praça do Buriti. Segundo a convocação do Sinpro-DF, o movimento prevê a suspensão das atividades dos profissionais da rede pública de ensino durante o dia.
Entre as reivindicações estão questões relacionadas ao calendário escolar de 2027, ao concurso de remanejamento, ao planejamento escolar e à autonomia pedagógica das unidades de ensino. O sindicato também questiona a proibição de cartazes da entidade nas escolas.
A pauta inclui ainda problemas como superlotação, falta de estrutura e condições de trabalho, além de demandas relacionadas à Educação Especial e Inclusiva e à Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Governadora pede revisão da decisão
Ao comentar as reivindicações, Celina afirmou que mantém disposição para dialogar com os professores e pediu que o sindicato reavalie a paralisação.
“Eu estou sempre disposta a atender tanto o sindicato quanto os professores. Eu tenho quatro mandatos, então os professores me conhecem. Sabem que sempre os respeitei e os ajudei em todas as batalhas, em todas as lutas”, declarou.
A governadora também argumentou que a suspensão das aulas afetará os estudantes e suas famílias. “Uma paralisação quatro dias antes da eleição… Eu acho que quem perde primeiro é a comunidade escolar, que vai ficar sem aula por conta disso”, disse.
Celina afirmou esperar que o sindicato reveja a decisão e deixe a mobilização para outro momento.
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